HCA amplia acolhimento a vítimas de violência infantil no Amapá e alerta que abuso sexual representa maioria dos casos
O Governo do Estado mantém no HCA uma rede especializada de acolhimento, cuidado e proteção às vítimas, com atendimento humanizado e atuação integrada com os órgãos de garantia de direitos.
As marcas da violência contra crianças e adolescentes mantêm em alerta os órgãos de proteção no Amapá. Em 2025, o Serviço de Atendimento a Vítimas de Violência Infantil (Savvi), unidade do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, registrou um aumento na procura por assistência especializada, reafirmando o papel estratégico da rede de proteção mantida pelo Governo do Estado.
Ao todo, foram 117 casos atendidos em 2025, um crescimento em relação aos 102 registros de 2024. Do total de ocorrências deste ano, 53,8% correspondem a casos de abuso sexual, com 63 atendimentos relacionados à violência sexual, principalmente envolvendo crianças e adolescentes de 10 a 12 anos.
De acordo com, Gardênia Araújo, responsável técnica do Serviço de Atendimento as Vítimas de Violência Infantil, os dados refletem não apenas o aumento da violência, mas também a maior procura e confiança da população nos serviços especializados.
“Esses números mostram que a violência ainda é uma realidade muito presente, especialmente dentro do ambiente familiar, mas também evidenciam que as vítimas estão chegando ao serviço e sendo acolhidas de forma adequada, o que é fundamental para a proteção dessas crianças e adolescentes”, destaca a responsável.
Embora o percentual de abuso sexual tenha apresentado redução em relação a 2024, quando representava 65% dos casos, os dados revelam um aumento preocupante das violências autoprovocadas, além de 36 registros de negligência, evidenciando a complexidade das situações enfrentadas pelas equipes de saúde.
Segundo a responsável técnica do Savvi, o atendimento vai além do cuidado imediato.
“Nosso trabalho é garantir um atendimento humanizado, com escuta qualificada e sigilo, além de articular os encaminhamentos necessários para que a vítima tenha acompanhamento psicológico, social e jurídico. É uma atuação integrada que busca interromper o ciclo da violência”, reforça.
O Savvi atende quatro tipos de violência: sexual, física, negligência e autoprovocada. A maioria dos casos tem origem no ambiente familiar, o que reforça a necessidade de vigilância, prevenção e atuação integrada dos serviços públicos.
Para garantir acolhimento humanizado, sigilo e encaminhamentos adequados, o Savvi atua em parceria com uma rede estadual de proteção, que envolve o Conselho Tutelar, Ministério Público, Polícia Científica do Amapá e a Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente. Essa articulação, fortalecida pelo Governo do Estado, assegura que as vítimas recebam não apenas atendimento de saúde, mas também suporte social, psicológico e jurídico.
A notificação de qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes é compulsória, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Todos os casos são reportados ao Conselho Tutelar, mesmo quando se trata de mera suspeita. Em situações mais graves ou que envolvem crimes como violência física, psicológica ou sexual, as delegacias de polícia e o Ministério Público também são imediatamente notificados.
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