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SAÚDE INDÍGENA

Governo do Amapá leva campanha Janeiro Branco à população indígena de Oiapoque

A ação integra o projeto ‘Bem-Viver Parente’, fortalecendo o cuidado em saúde mental indígena ao integrar saberes tradicionais e técnicos, escuta ativa, acolhimento e respeito à cultura dos povos originários.

Por Júnior Nery
20/01/2026 10h10
Governo do Amapá promove ação especial do Janeiro Branco, integrado ao projeto Bem-Viver, à população indígena de Oiapoque

Com uma programação distribuída em três espaços e públicos distintos, o Governo do Amapá realiza, nos dias 30 e 31 de janeiro, no município de Oiapoque, uma ação especial da campanha Janeiro Branco por meio do projeto Bem-Viver Parente, com rodas de conversa e escuta intercultural voltadas à saúde mental indígena.

As atividades iniciam na manhã de sexta-feira, 30, no Museu Kuahi, com profissionais da instituição; seguem à tarde, no Hospital Estadual de Oiapoque, com servidores da unidade; e continuam no sábado, 31, pela manhã, no campus da Unifap, com estudantes indígenas; encerrando à tarde novamente no Museu Kuahi, fortalecendo o cuidado coletivo, o diálogo e a valorização dos saberes tradicionais.

A ação é desenvolvida pelas coordenadorias Estaduais da Saúde Indígena (Coesi) e Mental, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e integra uma proposta mais ampla de fortalecimento do cuidado humanizado e intercultural

“O projeto foi pensado a partir do diálogo com os próprios povos indígenas, com suas lideranças, para compreender o que é o bem-viver para eles. Falamos de harmonia entre as pessoas, a natureza, a vivência no território e a ancestralidade. A partir dessa escuta, construímos o ‘Bem-Viver Parente’ como uma forma de introduzir a saúde mental sem tabu, de maneira intercultural e respeitosa”, explica a coordenadora da Coesi, Alessandra Macial.

Alessanda Maciel, coordendora estadual de Saúde Indígena

Diálogo aberto

Segundo a coordenadora, o projeto reúne materiais informativos específicos e profissionais capacitados — como psicólogos, enfermeiros e outros integrantes da rede — preparados para dialogar com o público indígena usando termos, abordagens e exemplos próximos da vivência comunitária.

“A proposta é ajudar a pessoa a identificar quando precisa de apoio, onde procurar e como acessar a rede de cuidados, sem esperar que a situação chegue a um momento de crise”, reforça Alessandra.

Ações ao longo do ano

O Bem-Viver Parente é desenvolvido de forma gradativa ao longo do ano, com ações em hospitais, territórios indígenas, casas de apoio, universidades e capacitações para equipes de saúde. Sempre que necessário, a Coordenação de Saúde Mental será acionada para garantir a presença de profissionais habilitados nas atividades, fortalecendo a rede e ampliando o acesso ao acolhimento especializado.

Pelo projeto Bem-Viver Parente integrado ao Janeiro Branco, o Governo do Estado lança um olhar sensível e integrado, reafirmando o compromisso de cuidar da saúde mental de forma humanizada, valorizando o diálogo entre os saberes tradicionais e o conhecimento técnico. Sobretudo, a gestão assegura respeito e direitos, para que os povos indígenas se sintam acolhidos, compreendidos e respeitados em todos os espaços de cuidado.

Ações visam a garantir o fortalecendo do cuidado coletivo, o diálogo e a valorização dos saberes tradicionais dos povos originários

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ÁREA: Saúde