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Governo do Amapá valoriza tradição, inovação e identidade cultural no Carnaval 2026

Com apoio do Estado, Piratas Estilizados, Maracatu da Favela e Unidos do Buritizal levam história e resistência para a avenida.

Por Rafaela Pereira
20/01/2026 15h23
O Governo do Estado apoia as agremiações para fortalecer a identidade cultural e garantir a continuidade da maior festa popular da região.

O Carnaval do Amapá em 2026 destaca a força e a maturidade de três tradicionais escolas de samba: Piratas Estilizados, Maracatu da Favela e Unidos do Buritizal. O Governo do Estado apoia as agremiações para fortalecer a identidade cultural e garantir a continuidade da maior festa popular da região. Cada uma, com sua trajetória singular, carrega histórias de resistência, inovação e profundo vínculo comunitário.

A Piratas Estilizados, fundada em 1974, é exemplo da evolução do Carnaval local. A escola, que já foi pioneira no uso de tecnologia e drones, busca o título em 2026 com um enredo focado na ancestralidade negra e no sincretismo religioso.

Thiago Lima, presidente da Escola Piratas Estilizados

“O nosso carnaval vai além do espetáculo. Ele é identidade e voz de um povo que luta para resistir”, afirma o presidente da agremiação, Thiago Lima.

Bicampeã recente, a agremiação aposta em 2026 em um enredo “Toque o alujá para o Alafin de Oió- A ancestralidade que ecoa nos sagrados tambores”, composta por Cid Carvalho, de forte densidade histórica e ancestral, exaltando a resistência negra e o sincretismo religioso.

Sandro Macapá (à esquerda) presidente da Escola de Samba Maracatu da Favela e o vice-presidente Manoel Amaral

Símbolo do bairro Santa Rita, a Maracatu da Favela é uma das instituições mais antigas do estado, oficializada em 1957.

Com nove títulos no Grupo Especial, a escola une tradição e renovação. Para este ano, o enredo usa o jogo de cartas como metáfora para a estratégia e coragem das comunidades.

“A Maracatu é feita de gente e de história. Nosso enredo mostra que a favela sempre joga para vencer”, destaca o presidente da escola, Sandro Macapá.

Pioneira em projetos de formação, como escola preparatória de mestre-sala e porta-bandeira e escola mirim, a agremiação mantém viva a tradição ao mesmo tempo, em que se renova. Para 2026, leva à avenida o enredo “Xeque-mate, quem dá as cartas é favela!”, uma metáfora da vida como jogo de coragem, estratégia e resistência.

Representando a Zona Sul de Macapá, a Unidos do Buritizal retorna ao Grupo Especial em 2026. Criada em 1990, a escola é referência comunitária e celeiro de talentos. O desfile deste ano celebra os intercâmbios culturais com a Guiana Francesa.

Rogério Furtado, presidente da Escola Unidos do Buritizal

“A Unidos do Buritizal é a voz da comunidade. Nosso desfile é feito por quem acredita no carnaval como transformação”, ressalta o presidente Rogério Furtado.

Após o retorno ao Grupo Especial em 2026, a agremiação apresenta o enredo “Transfronteira de Sonhos: Bem-vindo à Guiana Francesa”, celebrando intercâmbios culturais e identidades que atravessam fronteiras.

Para o Governo do Amapá, o apoio às escolas garante que a memória e o pertencimento do povo amapaense sejam preservados.

Mais do que festa, o Carnaval movimenta a economia e reafirma a cultura como pilar do desenvolvimento do estado.

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ÁREA: Cultura