Inteligência e integração das forças de Segurança Pública do Amapá fecham o cerco contra entrada de ilícitos no Iapen
Operação coordenada pela Polícia Civil investiga esquema de infiltração criminosa no sistema penitenciário. Um policial penal foi preso preventivamente nesta quarta-feira, 21.
Um trabalho investigativo da Polícia Civil do Amapá, resultado dos investimentos do Governo do Estado em tecnologia e capacitações das forças de Segurança Pública, promove uma ofensiva de desarticulação de acesso de ilícitos ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). Nesta quarta-feira, 21, um policial penal de 35 anos foi preso preventivamente por suspeita de integrar a logística de entrada de armas, drogas e dinheiro no complexo.
A Operação "Cavalo de Troia", coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), é resultado de investigações iniciadas em agosto de 2025. Por meio do cruzamento de dados e da análise pericial integrada entre as polícias, a inteligência da Polícia Civil rastreou o fluxo operacional do esquema, onde o servidor recebia aproximadamente R$ 30 mil por "viagem" para infiltrar ilícitos na unidade.
O sucesso da operação reflete o novo patamar de monitoramento do programa Amapá Mais Seguro, que prioriza a integração entre as linhas investigativas, ostensivas e preventivas. Esse cerco estratégico gerou uma queda sistemática na circulação de materiais proibidos no Iapen entre 2023 e 2025, com redução de 75,1% nas apreensões internas de drogas, de 2.585 para 628; um recuo expressivo de 77,35% na presença de armas brancas, 362 para 82; e queda de 7 para 2 unidades na circulação interna de armas de fogo, que representa -71,43%.
A investigação
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada no momento em que o policial penal chegava para trabalhar no Iapen. A investigação da Denarc começou em agosto de 2025, após a prisão de um mototaxista com uma pistola e drogas.
Mensagens no celular do preso revelaram que o policial recebia cerca de R$ 30 mil para colocar armas e entorpecentes dentro do presídio. O servidor, que já respondia por uma tentativa de homicídio, teve o celular apreendido para a identificação de outros criminosos. No ato da prisão preventiva não foram localizados ilícitos.
"É um trabalho conjunto pela união das forças para combater o crime organizado. Há uma integração de todas as delegacias, integração das delegacias com outros órgãos, PM, batalhões, GTA, Polícia Federal e Polícia Penal, que tem dado um resultado muito bom no combate dos crimes de rua, crimes violentos, tráfico, homicídio, roubo e o crime organizado. Um desvio de conduta como esse é uma pena, mas estamos sempre atentos para identificar qualquer tentativa de burlar o sistema, seja por agentes externos ou internos", enfatizou o delegado Leonardo Alves, titular da Denarc.
Investimentos em Vigilância e Dados
Para asfixiar o modo de operar das facções, o Governo do Amapá saltou de um investimento na Segurança Pública de R$ 48,7 milhões em 2023 para R$ 132 milhões em 2025, totalizando R$ 229 milhões.
Além da aquisição de novas viaturas, armamentos e proteções, o montante abrange o suporte tecnológico para as forças de segurança que inclui, entre outras frentes, R$ 8,5 milhões em 1.093 equipamentos de processamento de dados para reforçar a inteligência policial; R$ 8,3 milhões em soluções tecnológicas; e R$ 2,3 milhões em drones para vigilância aérea estratégica.
A eficiência investigativa também se reflete no aumento da população carcerária, que cresceu 53,17% desde 2022, totalizando 3.843 internos, resultado de um sistema que usa como base provas técnicas e fiscaliza com rigor.
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