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Governador Clécio participa dos 256 anos de Mazagão Velho e reafirma apoio à preservação da história e da cultura do Amapá

Com corrida, missa campal, encenação tradicional e presença de autoridades nacionais, a celebração reforçou o papel da vila histórica como berço cultural do Amapá.

Por Winicius Tavares
23/01/2026 18h20
Ao lado das lideranças locais, Clécio Luís reafirma, com presença e sensibilidade, o compromisso com a valorização da cultura e das tradições do Amapá

O governador Clécio Luís participou, nesta sexta-feira, 23, ao lado da comunidade, os 256 anos de Mazagão Velho, vila histórica que atravessou o Oceano Atlântico e deu origem ao município que une três continentes. A programação, organizada pela própria comunidade com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura, iniciou com a missa campal, realizada em frente à Igreja de Nossa Senhora da Assunção.

“Mazagão é o berço da cultura do Amapá. Foi palco de momentos importantes que ajudaram a moldar quem somos hoje. São 256 anos de história, e a Vila de Mazagão Velho conta muito da nossa trajetória. Como política pública, o Governo do Estado apoia esses momentos históricos e os festejos, que reúnem a dimensão religiosa, histórica e festiva. Neste ano, mais uma vez, seguimos garantindo esse apoio", destacou Clécio Luís.

Clécio Luís participou, ao lado da comunidade, dos 256 anos de Mazagão Velho

A celebração iniciou às 6h, com uma corrida de 5 quilômetros. Em seguida, após a missa celebrada pelo padre Flaviano Santos, ocorreu a representação simbólica da chegada dos povos da Europa, da África e da América do Sul, seguida da execução dos hinos e do tradicional corte do bolo. Além das autoridades locais, a cerimônia contou com a presença do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, do senador Randolfe Rodrigues e do ministro Waldez Góes.

"A presença de todos nós aqui, reforça a consciência das responsabilidades e missões que cada um tem, seja como cidadão, líder comunitário ou autoridade. Tenho a honra de fazer parte dessa história e de contribuir para a construção dos destinos do Amapá e de Mazagão Velho, reconhecendo a transformação que a união política tem proporcionado ao estado”, afirmou Alcolumbre.

Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre

História que atravessa fronteiras e gerações

No século XVIII, a cidade de Mazagão, então uma colônia portuguesa no Marrocos, foi desativada e transferida para o Brasil em razão de conflitos político-religiosos na região. Fundada pela Coroa Portuguesa em 23 de janeiro de 1770, a então chamada Nova Mazagão passou a abrigar cerca de 360 famílias que atravessaram o Oceano Atlântico para se estabelecer na Amazônia.

"Estamos celebrando uma história que atravessa muitos tempos: a da única civilização que habitou três continentes e que passou por diferentes povos até chegar aqui. É uma celebração da nossa soberania. A síntese do povo escravizado, dos povos indígenas da região e do povo europeu é o que formou o que hoje conhecemos como povo brasileiro”, explicou o senador Randolfe Rodrigues, que também é historiador.

A cerimônia reforçou, de forma emocionante, a força dessa história que permanece viva no coração da comunidade. Antes do ato oficial, crianças foram as últimas a se apresentar, entoando hinos, tocando a caixa e interpretando canções tradicionais de Mazagão, simbolizando a transmissão da cultura de geração em geração.

Nova geração mescla com os mais antigos para manter viva as tradições no município

“São 256 anos de fundação que carregam história, raízes profundas e tradições que atravessam gerações, marcadas, sobretudo, pelo fortalecimento da fé cristã. É esse sentimento que celebramos hoje. Já vivemos a emoção do cortejo, a energia da corrida e a missa campal, em um momento de união e devoção”, destacou o ministro Waldez Góes.

256 anos de Mazagão

O município de Mazagão é um dos que mais se destacam no calendário cultural do Amapá, reunindo 29 festejos tradicionais oficiais ao longo do ano. As celebrações, que preservam a identidade e a história do povo mazaganense, contam com o apoio do Governo do Estado, fortalecendo a cultura popular e mantendo vivas tradições que atravessam gerações.

Fé e devoção são marcas da cidade que abriga 29 festejos culturais e religiosos durante o ano

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ÁREA: Cultura