Governador Clécio participa dos 256 anos de Mazagão Velho e reafirma apoio à preservação da história e da cultura do Amapá
Com corrida, missa campal, encenação tradicional e presença de autoridades nacionais, a celebração reforçou o papel da vila histórica como berço cultural do Amapá.
O governador Clécio Luís participou, nesta sexta-feira, 23, ao lado da comunidade, os 256 anos de Mazagão Velho, vila histórica que atravessou o Oceano Atlântico e deu origem ao município que une três continentes. A programação, organizada pela própria comunidade com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura, iniciou com a missa campal, realizada em frente à Igreja de Nossa Senhora da Assunção.
“Mazagão é o berço da cultura do Amapá. Foi palco de momentos importantes que ajudaram a moldar quem somos hoje. São 256 anos de história, e a Vila de Mazagão Velho conta muito da nossa trajetória. Como política pública, o Governo do Estado apoia esses momentos históricos e os festejos, que reúnem a dimensão religiosa, histórica e festiva. Neste ano, mais uma vez, seguimos garantindo esse apoio", destacou Clécio Luís.
A celebração iniciou às 6h, com uma corrida de 5 quilômetros. Em seguida, após a missa celebrada pelo padre Flaviano Santos, ocorreu a representação simbólica da chegada dos povos da Europa, da África e da América do Sul, seguida da execução dos hinos e do tradicional corte do bolo. Além das autoridades locais, a cerimônia contou com a presença do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, do senador Randolfe Rodrigues e do ministro Waldez Góes.
"A presença de todos nós aqui, reforça a consciência das responsabilidades e missões que cada um tem, seja como cidadão, líder comunitário ou autoridade. Tenho a honra de fazer parte dessa história e de contribuir para a construção dos destinos do Amapá e de Mazagão Velho, reconhecendo a transformação que a união política tem proporcionado ao estado”, afirmou Alcolumbre.
História que atravessa fronteiras e gerações
No século XVIII, a cidade de Mazagão, então uma colônia portuguesa no Marrocos, foi desativada e transferida para o Brasil em razão de conflitos político-religiosos na região. Fundada pela Coroa Portuguesa em 23 de janeiro de 1770, a então chamada Nova Mazagão passou a abrigar cerca de 360 famílias que atravessaram o Oceano Atlântico para se estabelecer na Amazônia.
"Estamos celebrando uma história que atravessa muitos tempos: a da única civilização que habitou três continentes e que passou por diferentes povos até chegar aqui. É uma celebração da nossa soberania. A síntese do povo escravizado, dos povos indígenas da região e do povo europeu é o que formou o que hoje conhecemos como povo brasileiro”, explicou o senador Randolfe Rodrigues, que também é historiador.
A cerimônia reforçou, de forma emocionante, a força dessa história que permanece viva no coração da comunidade. Antes do ato oficial, crianças foram as últimas a se apresentar, entoando hinos, tocando a caixa e interpretando canções tradicionais de Mazagão, simbolizando a transmissão da cultura de geração em geração.
“São 256 anos de fundação que carregam história, raízes profundas e tradições que atravessam gerações, marcadas, sobretudo, pelo fortalecimento da fé cristã. É esse sentimento que celebramos hoje. Já vivemos a emoção do cortejo, a energia da corrida e a missa campal, em um momento de união e devoção”, destacou o ministro Waldez Góes.
256 anos de Mazagão
O município de Mazagão é um dos que mais se destacam no calendário cultural do Amapá, reunindo 29 festejos tradicionais oficiais ao longo do ano. As celebrações, que preservam a identidade e a história do povo mazaganense, contam com o apoio do Governo do Estado, fortalecendo a cultura popular e mantendo vivas tradições que atravessam gerações.
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