Mangueira agita a Sapucaí durante ensaio técnico, mostrando a força e o gingado do Amapá com as caixas de marabaixo
A escola de samba carioca homenageia o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”.
A Marquês de Sapucaí, no Sambódromo do Rio de Janeiro, sentiu o pulsar e a força que vêm do Amapá com o som das caixas de marabaixo durante o ensaio técnico da Estação Primeira de Mangueira, realizado na quinta-feira, 30, como parte dos ajustes finais para a tão esperada apresentação do desfile oficial do Carnaval 2026. Quinze marabaixeiros amapaenses foram incorporados à bateria da Verde e Rosa, que fez o chão tremer na Sapucaí, mostrando todo o gingado da dança do marabaixo e a força do samba do Amapá.
O público do carnaval e, principalmente, os brincantes marcaram presença maciça, mesmo sendo apenas um ensaio, demonstrando paixão e dedicação ao samba e à cultura popular da Amazônia. A Estação Primeira do Amapá tem o apoio do Governo do Amapá e desfila no domingo de Carnaval, dia 15 de fevereiro.
A caixa de marabaixo
Como parte de um intercâmbio cultural, o desfile levará para a avenida elementos que tornam o Amapá singular no cenário cultural brasileiro, com destaque especial para o marabaixo. A caixa de marabaixo, instrumento tradicional da manifestação, foi incorporada à bateria da agremiação, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, fundada em abril de 1928 e marcada pelas cores verde e rosa.
A caixa de marabaixo é um instrumento musical tradicional do Amapá, essencial na manifestação cultural do marabaixo, que representa a identidade afrodescendente e a resistência cultural do povo amapaense. Trata-se de um instrumento de percussão artesanal, geralmente feito de madeira cavada ou materiais recicláveis, com estrutura de membrana dupla, em que duas peles são tensionadas em suas extremidades, produzindo um som característico quando percutidas. A caixa guia e dá ritmo à música e à dança do marabaixo, manifestação cultural de origem africana.
Símbolo da identidade negra no Amapá, a caixa de marabaixo foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2018. As caixas de marabaixo vão entoar na Sapucaí um som ancestral, símbolo potente da cultura afro-amazônica do estado.
Mestre Sacaca
O samba-enredo da Mangueira representa um encontro simbólico entre a cultura tucuju e o samba carioca, projetando para o Brasil e o mundo a força da ancestralidade amazônica. Um privilégio para o Amapá ser cantado na Avenida Marquês de Sapucaí no Carnaval 2026.
O enredo destaca a figura do Mestre Sacaca, curandeiro e defensor dos povos da floresta, que representa a união entre a medicina tradicional da floresta e a herança espiritual dos povos negros. A narrativa mergulha na história afro-indígena do Norte do Brasil, celebrando a força das populações tradicionais e a importância do conhecimento ancestral na preservação da identidade cultural.
Com isso, o Governo do Amapá reafirma seu compromisso com a valorização cultural, a preservação e a projeção nacional e internacional da cultura afro-amazônica, levando o som da caixa de marabaixo para ecoar no maior espetáculo popular do planeta.
As ações integram uma política cultural que reconhece as manifestações populares como instrumentos de geração de emprego e renda, fortalecimento da economia criativa e preservação da identidade cultural amapaense.
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