Agência de Notícias do Amapá
portal.ap.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
LOCALIDADES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
PRESERVAÇÃO ANCESTRAL

Com apoio do Governo do Estado, Festival de Iemanjá celebra 20 anos de resistência e tradição afro-religiosa

Ritual dedicado à divindade das águas reuniu 75 comunidades e abriu a programação oficial pelos 268 anos de Macapá.

Por Alice Palmerim
03/02/2026 10h10
O 20 ° Festival de Iemanjá marca o início da programação pelos 268 anos de Macapá

O Governo do Amapá apoiou, nesta segunda-feira, 2, a 20ª edição do Festival de Iemanjá – Tributo à Grande Mãe. O evento, realizado no Complexo do bairro Cidade Nova, na Orla do Jandiá, em Macapá, teve como foco o combate à intolerância e a promoção do diálogo inter-religioso.

Consolidado como um dos maiores pilares de valorização das religiões de matriz africana no Norte do Brasil, o festival é realizado pela Federação dos Cultos Afro-Religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Amapá (Fecarumina), com o suporte da Fundação Estadual de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Feppir – Fundação Marabaixo).

Entoação a cânticos marcaram a cerimônia

A celebração reafirma o compromisso do Estado com a preservação ancestral e abre oficialmente a programação pelos 268 anos de Macapá, comemorados em 4 de fevereiro. A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, representou o governador Clécio Luís no evento.

Presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos

"O Governo do Amapá apoia o festival como parte de sua política afirmativa e do programa Amapá Afro. Esta é uma celebração da cultura da paz e de combate ao racismo religioso. O governador Clécio Luís incluiu o Festival de Iemanjá no calendário oficial do aniversário de Macapá por reconhecer a importância de valorizar a identidade negra e a nossa ancestralidade", ressaltou Josilana.

Ritos e Tradição

Membros de 75 terreiros de Umbanda e Candomblé se reuniram às margens do Rio Amazonas para entoar cânticos e danças. O tradicional ritual de oferendas priorizou o uso de materiais biodegradáveis, com flores brancas, perfumes e frutas.

Presidente da Fecurimina, Mãe Yolete de Iemanjá

A presidente da Fecarumina, Mãe Yolete Nunes, de 73 anos, destacou o crescimento do evento.

"É motivo de muito orgulho ver o aumento na participação das comunidades. Nossa fé, tradição e devoção estão sendo valorizadas cada vez mais pelo Governo e pela população", afirmou.

Durante a cerimônia, foi anunciado o lançamento da 2ª edição do Edital "Mãe Duce", voltado para a seleção de projetos de políticas sociais, estruturação, economia do axé, cultura e agroecologia para povos de terreiro.

Histórias de Fé

Aposentada Maria Hilda Prazeres, de 76 anos

Pela primeira vez na celebração, a aposentada Maria Hilda Prazeres, de 76 anos, expressou sua emoção.

"Sinto a presença forte de Iemanjá e dos Pretos-Velhos. Venho de uma família de curadores e hoje busco estudar para me aproximar mais dessa espiritualidade", relatou.

Já a Mãe Josi, do Centro Cultural Axé Alaremi, destacou a resistência da comunidade.

"Essa celebração marca nossa fé. Iemanjá me dá paz e serenidade. Infelizmente a discriminação ainda existe, mas continuaremos resistindo", frisou.

Mãe Josi, do Centro Cultural Axé Alaremi, foi iniciada há 33 anos na religião

Expansão da Política de Inclusão

A edição de 2026 consolidou a expansão do programa para 114 "casas" em sete municípios amapaenses: Macapá, Santana, Mazagão, Calçoene, Laranjal do Jari, Vitória do Jari e Oiapoque. A iniciativa garante que comunidades tradicionais de diferentes regiões tenham acesso a recursos e maior visibilidade institucional.

Ritual de oferendas durante o Festival de Iemanjá

Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!

ÁREA: Cultura