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Primeiro Seminário do ATER Mulheres fortalece empoderamento feminino no Amapá

Governo do Estado promove debate sobre acesso das mulheres às políticas públicas e reforça autonomia econômica no campo, nas águas e nas florestas.

Por Cristiane Mareco
11/02/2026 09h15
O Programa ATER Mulher alcança, em 2026, mais de 400 mulheres rurais em todo o Amapá

O Governo do Amapá realizou, nesta terça-feira, 10, o primeiro seminário do Programa ATER Mulheres, reunindo participantes do município de Laranjal do Jari. Com o tema “As desigualdades no acesso das mulheres às políticas públicas no estado do Amapá”, o evento marca um momento histórico para o fortalecimento das ações voltadas ao empoderamento feminino no meio rural.

A iniciativa é coordenada pelo Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) e beneficia, em Laranjal do Jari, 70 mulheres por meio de assistência técnica continuada, capacitações e ações de incentivo à produção e à geração de renda.

O Programa ATER Mulher alcança, em 2026, mais de 400 mulheres rurais em todo o Amapá, fortalecendo a autonomia econômica, a segurança alimentar e a sustentabilidade das atividades produtivas desenvolvidas por mulheres do campo, das águas e das florestas.

Governo do Estado promove debate sobre acesso das mulheres às políticas públicas e reforça autonomia econômica no campo, nas águas e nas florestas

As ações do programa no estado incluem visitas técnicas, rodas de conversa, capacitações e fomento a grupos produtivos, a exemplo de iniciativas como as "Formiguinhas do Oiapoque". O foco está na agricultura familiar e no reconhecimento do papel estratégico das mulheres no desenvolvimento rural.

Durante o seminário, o diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, destacou a relevância do encontro para o aprimoramento da execução do programa.

Diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, ao lado do presidente da Anater, Camilo Capiberibe

“Esse é o primeiro seminário com atividades importantes que apresentam ferramentas de gestão rural e promovem o debate sobre temas sensíveis e atuais, como o enfrentamento ao feminicídio e o fortalecimento da autonomia das mulheres. Atualmente, o programa acompanha 430 mulheres em todo o estado do Amapá. Somente na região sul, são 70 mulheres atendidas, que recebem fomento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social”, ressaltou o gestor.

O presidente da Anater, Camilo Capiberibe, destacou que o Programa ATER Mulheres tem promovido autonomia e fortalecimento coletivo entre as participantes. Segundo ele, algumas mulheres seguiram no programa mesmo sem fomento inicial, investindo por conta própria, enquanto outras receberam apoio financeiro e já colhem resultados positivos.

“Esse programa foi pensado pelas mulheres e para as mulheres. Ele tem a cara de vocês e foi criado para que sejam vencedoras, fortalecendo umas às outras e garantindo que o projeto seja bem-sucedido”, afirmou.

A coordenadora do Programa ATER Mulheres Rurais do Rurap no município de Laranjal do Jari, Brenda Martel, explicou que a iniciativa atende atualmente 58 mulheres na comunidade de Água Branca do Cajari e 12 mulheres na comunidade do Iratapuru.

Coordenadora do Programa ATER Mulheres Rurais em Laranjal do Jari, Brenda Martel

“A programação foi pensada em vários momentos. No primeiro, trabalhamos o lado empreendedor dessas mulheres por meio do ‘Despertar Empreendedor’, que integra o projeto Rurap Mais Gestão. Em seguida, realizamos atividades em grupo para construir propostas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das participantes e para ampliar o acesso às políticas públicas”, destacou.

A programação encerra-se com um momento de troca de sementes e de produtos, promovendo a confraternização entre as participantes e o intercâmbio de experiências, valorizando os saberes tradicionais e o fortalecimento das redes de mulheres.

A agricultora Miraci de Araújo destacou que o Programa ATER Mulheres trouxe mudanças significativas para sua vida, fortalecendo sua autonomia e confiança. Segundo ela, a assistência técnica e as capacitações ajudaram a melhorar a produção, a organização do trabalho e a renda da família.

“Hoje eu me sinto mais segura para planejar, produzir e buscar novos mercados. O ATER Mulheres abriu portas e nos fez acreditar que podemos ir mais longe”, afirmou Miraci.

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