'Feminicídio zero! Essa precisa ser uma meta de todos nós', manifesta governador Clécio na 10ª corrida e caminhada da mulher, em Laranjal do Jari
Multidão tomou as ruas em um grande ato de mobilização e conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Em Laranjal do Jari, a força da união contra a violência à mulher tomou as ruas e mobilizou cerca de 10 mil pessoas na maior corrida e caminhada do gênero no Amapá, no sábado, 28. Em uma programação simbólica, em que os homens apoiam e as mulheres protagonizam, o governador Clécio Luís reforçou que o enfrentamento ao feminicídio exige o envolvimento de toda a sociedade e reiterou a política de tolerância zero do Estado para esses crimes.
“Feminicídio zero. Essa precisa ser uma meta de todos nós: mulheres, homens, pais, mães, crianças, jovens, famílias, escolas, igrejas, atletas, profissionais de todas as áreas, governo - todo mundo junto. Nesta corrida, há um envolvimento coletivo, e acredito que esse é um dos caminhos: a participação de todos. É fundamental estarmos atentos aos sinais que, muitas vezes, não conseguimos perceber fora, mas que acontecem dentro de casa, por exemplo, para que possamos prevenir”, enfatizou Clécio Luís, ao lado da primeira-dama Priscilla Flores.
Na ocasião, o governador entregou duas viaturas para reforçar a aplicação da Lei Maria da Penha na região, adquiridas por emenda da deputada federal licenciada Aline Gurgel. Também anunciou a implantação da Operação Satélite, iniciativa que monitora agressores, especialmente os que utilizam tornozeleira eletrônica, com fiscalização constante. O projeto, já aplicado no sistema penitenciário, apresenta resultados efetivos, sem registros de feminicídio entre os participantes.
Com apoio do Governo do Estado, o evento, promovido pela Prefeitura de Laranjal do Jari e idealizado pela deputada e presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Alliny Serrão, transformou o município em um grande palco de mobilização feminina. Em 2026, a iniciativa chegou com o tema “A Mulher Amapaense no Centro do Debate”, reunindo uma multidão que ocupou ruas e avenidas para celebrar a força, a união e o protagonismo das mulheres.
Para Alliny, o movimento foi além da atividade esportiva e se consolidou como um ato de consciência coletiva.
“Esse foi um momento nosso, que movimentou a cidade e inspirou mais mulheres a estarem juntas. Também foi uma oportunidade para que os homens refletissem sobre o respeito, o cuidado e a forma como as mulheres devem ser tratadas na sociedade, com amizade, carinho, amor e dignidade”, destacou.
As mulheres que não participaram da corrida aproveitaram o movimento para garantir uma renda extra, como a autônoma Juliana Marques, de 37 anos. Vendendo lanches e comidas típicas, como tacacá e vatapá, ela já chega ao terceiro ano consecutivo no empreendimento familiar, que reúne a filha, a comadre e o compadre. O ponto de venda virou referência antes, durante e após a corrida para quem buscava recarregar as energias.
“Em dias normais, a gente vende verdura na frente de casa, de domingo a domingo. Faça sol ou chuva, estamos lá. Aqui, a venda foi muito boa, 100%. Estamos vendendo agora para conseguir ir ao show da Joelma mais tarde, porque sou muito fã”, contou.
Além do show da Joelma, a programação contou com apresentação de Henry Freitas e participação de artistas locais, como a cantora Letícia Auolly, ampliando o acesso ao entretenimento e valorizando a cultura regional. A iniciativa também impulsionou o comércio local, gerando oportunidades de renda e fortalecendo o empreendedorismo, especialmente entre as mulheres.
“A corrida movimenta a economia de taxistas, mototaxistas e barraqueiros. É um evento que lota hotéis e casas para aluguel, impulsionando diversos setores da cidade. Promove saúde, incentiva o esporte e, sobretudo, aquece a economia local e conscientiza a população. Mais do que uma atividade esportiva, representa garra, determinação e a luta pelos direitos das mulheres, que precisam ser cuidadas e protegidas”, enfatizou o prefeito de Laranjal do Jari, Teddy Marcel.
10ª Corrida e Caminhada da Mulher de Laranjal do Jari
Criado em 2017, o evento nasceu com o propósito de incentivar a prática esportiva entre mulheres, mas rapidamente se transformou em um movimento de fortalecimento da autoestima, promoção da saúde e incentivo ao protagonismo feminino. Ao longo dos anos, a iniciativa se consolidou como instrumento estratégico de inclusão social, equidade de gênero e mobilização comunitária.
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