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SAÚDE DA CRIANÇA

Governo do Amapá destaca cuidados com crianças em período de circulação de vírus respiratórios

Hospital da Criança e do Adolescente registra 156 casos no primeiro trimestre e reforça cuidados para evitar agravamento.

Por Júnior Nery
30/03/2026 20h05
É importante que os pais fiquem atentos aos sinais da gripe e do rnovírus, doenças respiratórias comuns neste período de chuvas intensas

O Governo do Amapá emite um alerta aos pais e responsáveis diante do aumento de casos de doenças respiratórias entre crianças, especialmente a Influenza A (gripe) e o rinovírus. Os dois são comuns neste período sazonal e podem evoluir para quadros mais graves ou até a óbito se não houver acompanhamento adequado.

Dados do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (NE-HCA) mostram que, entre 4 de janeiro e 21 de março deste ano, foram registrados 156 casos dessas infecções, sendo 93 de rinovírus e 63 de gripe. No mesmo período de 2025, não houve registro de Influenza na unidade, enquanto o rinovírus somou 60 casos. O rinovírus é um dos principais causadores de resfriados comuns, caracterizado principalmente por coriza (secreção nasal), além de febre, tosse e mal-estar.

Socorro Ramos, pediatra do Pronto Atendimento Infantil

A pediatra do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Socorro Ramos, reforça que, apesar da preocupação dos pais, o tratamento dessas viroses exige cuidados simples e atenção, sem uso indiscriminado de medicamentos.

“Uma coisa muito importante é não utilizar antibióticos por conta própria. O grande aliado do tratamento é a hidratação, que deve ser generosa, além de uma boa alimentação. Essas doenças são autolimitadas, ou seja, o próprio organismo tende a se recuperar ao longo de cerca de sete dias”, explica.

Hidratação e boa alimentação

Segundo a especialista, no caso de gripe, a febre costuma ser alta e persistente nas primeiras 72 horas, diminuindo gradativamente nos dias seguintes. Durante esse período, a hidratação pode ser feita com água, sucos ou soro de reidratação oral. A alimentação também deve ser mantida, mesmo que em pequenas quantidades e com maior frequência, priorizando alimentos mais leves e líquidos.

Outro ponto de atenção é a recusa alimentar, comum nesses quadros. “Os pais precisam insistir na alimentação, mesmo que em pequenas porções. Muitas crianças têm chegado aos serviços de saúde com baixa glicose justamente por não estarem se alimentando adequadamente, o que agrava o estado geral”, alerta a pediatra.

A gripe comum e o rinovírus foram as doenças respiratórias de maior incidência registradas no Pronto Atendimento Infantil e Hospital da Criança e do Adolescentes nos três primeiros meses do ano

Observe os sintomas

Embora os sintomas da gripe e do rinovírus sejam semelhantes — como febre, dor no corpo, tosse e coriza —, a principal diferença é que o rinovírus costuma apresentar secreção nasal logo no início. Já a Influenza pode evoluir mais rapidamente para quadros graves, com comprometimento respiratório.

A orientação é que, ao identificar os primeiros sintomas, os pais procurem uma unidade de pronto atendimento para avaliação clínica. O diagnóstico preciso entre os vírus é feito por meio de exames, como o painel viral, disponível nas unidades de referência.

Quando procurar atendimento de urgência?

Os pais devem buscar o Pronto Atendimento Infantil imediato se a criança apresentar:

  • Febre alta por mais de três dias
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito
  • Sonolência excessiva
  • Extremidades arroxeadas - dedos, por exemplo

Prevenção e cuidados

Para reduzir os riscos de infecção e agravamento, os pais devem:

  • Manter a vacinação em dia.
  • Manter a criança bem hidratada.
  • Garantir alimentação adequada, mesmo com pouca aceitação.
  • Evitar automedicação, especialmente antibióticos.
  • Adotar medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência.
  • Utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios.
  • Evitar exposição a ambientes fechados e com aglomeração, com a sala de aula.
  • Descanso e repouso são importantes. 

O Governo do Amapá reforça que a atenção precoce e os cuidados básicos são fundamentais para evitar complicações e garantir a recuperação segura das crianças.

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ÁREA: Saúde