'A gente não era visto': mãe se emociona ao falar do filho na unidade de longa permanência do novo Hospital da Criança e do Adolescente
Após enfrentar internações longas e dificuldades no antigo prédio, Keila Gomes destaca melhorias na estrutura e mais equipamentos como fundamentais para a recuperação do filho Theo Bernardo.
A rotina de internações faz parte da vida do pequeno Theo Bernardo desde 2023. Diagnosticado com um quadro respiratório grave, que evoluiu para complicações mais severas, ele chegou a ficar 45 dias entubado, passou por diferentes setores e, desde então, segue em acompanhamento contínuo no novo Hospital da Criança e do Adolescente. Para a mãe, Keila Gomes, que vivenciou todas as etapas dentro da unidade hospitalar, a mudança para a nova estrutura representa um marco na trajetória do filho.
“Quando a gente entrou aqui, o hospital estava em uma situação bem precária. Havia infiltrações, leitos que não tinham condições para a criança ficar. Era muito difícil”, relembra.
A realidade, segundo ela, começou a mudar com a entrega do novo Hospital da Criança e do Adolescente. Hoje, o ambiente encontrado é outro: enfermarias mais amplas, leitos novos, equipamentos modernos e espaços pensados tanto para os pacientes quanto para os acompanhantes.
“Agora é diferente. A gente entra na enfermaria e vê tudo organizado, com conforto. Tem leito adequado, poltronas, equipamentos. Antes, a gente tinha só uma cadeira de plástico e, às vezes, nem isso”, conta.
A mudança estrutural impacta diretamente no cuidado com Theo, que hoje depende de suporte contínuo e de uma série de equipamentos para manter a estabilidade do quadro clínico. Após complicações, ele desenvolveu paralisia cerebral e precisa de acompanhamento constante, o que torna o ambiente hospitalar ainda mais determinante.
“É difícil ele estar em casa, porque precisa de todo esse suporte. Aqui tem tudo de que ele precisa, e isso faz diferença”, explica a mãe.
Além das novas enfermarias, ela destaca a ampliação dos serviços dentro da própria unidade, permitindo que exames e procedimentos sejam realizados no mesmo local, o que agiliza o tratamento e evita deslocamentos.
Atualmente, Theo aguarda a realização de uma ressonância magnética, que pode indicar evolução no quadro e abrir a possibilidade de retorno para casa.
“Nos outros exames, ele teve melhora. Agora a gente está esperando a ressonância para ter certeza e ver se existe essa chance de ele ir para casa”, diz.
Outro avanço apontado é a criação de espaços específicos para os acompanhantes, como a sala das mães, algo inexistente anteriormente, principalmente para quem acompanha pacientes da Unidade de Cuidados de Longa Permanência (UCLP).
“Antes, a gente não era visto. Ninguém sabia o que era a UCLP. Hoje, a gente tem espaço, tem apoio, está sendo reconhecida. Isso é muito importante para a gente”, destaca.
Para ela, a nova estrutura não representa apenas uma melhoria física, mas também mais dignidade no cuidado com as crianças que precisam de internações prolongadas.
“Ver meu filho em um lugar melhor, com conforto, com tudo de que ele precisa, é muito gratificante. Não só para mim, mas para todas as mães que estão aqui. Está tudo lindo, está tudo incrível”, finaliza.
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