Governo do Amapá e Dsei capacitam profissionais para fortalecer a saúde da criança indígena
Oficinas de puericultura e manejo de Hemorragia Pós-Parto são ministradas pela Sesa e seguem até a sexta-feira, 10, com foco nas particularidades do atendimento aos povos originários
Profissionais de saúde que atuam nas aldeias do Amapá e Norte do Pará participam, até sexta-feira, 10, de oficinas sobre puericultura e manejo da Hemorragia Pós-Parto (HPP), na Escola de Saberes Públicos do Amapá (Esap). A capacitação iniciou na tarde desta quarta-feira, 8, e reúne enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem, e busca qualificar o atendimento aos povos originários.
A iniciativa é do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Amapá e Norte do Pará, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Durante os três dias, os profissionais que atuam na linha de frente dentro das comunidades recebem orientações atualizadas sobre o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, garantindo que o cuidado chegue com precisão às áreas mais remotas.
A responsável técnica de Saúde da Criança da Sesa, Rozilene Valadares, que ministrou parcialmente o primeiro dia da qualificação, detalha que a programação foi estruturada para oferecer um suporte técnico robusto, abordando desde a organização do serviço até protocolos específicos de imunização.
"Estamos trabalhando a linha de cuidado da criança, com foco no atendimento integral desde o nascimento até os 9 anos, 11 meses e 29 dias, preconizado pelo Ministério da Saúde. Um dos pontos altos da capacitação é o treinamento para a aplicação do ‘M-Chat’, uma ferramenta fundamental na identificação precoce de sinais de autismo. Além disso, destacamos o uso correto da Caderneta da Criança, buscando qualificar esses profissionais a realizar um acolhimento humanizado, garantindo que o calendário vacinal e o monitoramento das curvas de crescimento e desenvolvimento sejam seguidos rigorosamente nas aldeias", explicou a coordenadora.
Superando barreiras
Para garantir que esse suporte técnico considere o contexto cultural e logístico das comunidades, o treinamento une o conhecimento especializado do Governo do Amapá à experiência de quem vive o dia a dia das unidades de saúde.
A enfermeira Cléia Galvão, referência técnica da Saúde da Mulher e da Criança do Dsei, ressalta que a sensibilidade do Governo do Estado em proporcionar essa integração é um diferencial para superar as barreiras geográficas.
"A população indígena possui uma característica nômade, o que muitas vezes dificulta a continuidade do contato com as famílias. Por isso, a capacitação é linear para todos os profissionais. Precisamos que o técnico, o enfermeiro e o médico estejam prontos para acolher essa criança em qualquer lugar que ela esteja, garantindo o tratamento adequado no momento em que ela se desloca entre as aldeias", pontuou Cléia.
As oficinas reforçam o compromisso da gestão estadual em humanizar o atendimento e reduzir as vulnerabilidades na saúde indígena. Ao fortalecer a atenção primária, o Estado assegura que as crianças dos povos originários recebam um monitoramento constante, prevenindo doenças e promovendo um desenvolvimento saudável dentro de suas próprias realidades culturais.
Programação
A qualificação segue até a próxima sexta-feira, 10, com programação será dedicada ao manejo da Hemorragia Pós-Parto (HPP), uma das principais causas de mortalidade materna no mundo. A ação conta ainda com a parceria do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) e é organizada pela Coordenadoria de Políticas de Atenção à Saúde da Sesa (CPAS).
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