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REORGANIZAÇÃO DE FLUXO

Governo do Amapá adota estratégia de leitos de retaguarda para reorganizar fluxo no HMML

Hospital da Mulher Mãe Luzia otimiza espaço com a liberação de novas enfermarias e investimentos que já alcançam 65% de reforma estrutural.

Por Júnior Nery
11/04/2026 18h30
HMML remaneja pacientes para duas novas enfermarias da ala ampliada, enquanto a reforma da unidade avança e já atinge 65% de execução

O Governo do Amapá intensificou as medidas para assegurar o fluxo de atendimento e a resolutividade no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). Diante do cenário de alta demanda característico da maior unidade materno-infantil do estado, a gestão estadual liberou, na tarde desta sexta-feira, 10, duas novas enfermarias na ala reformada do hospital. A ação funciona como uma estratégia de leitos de retaguarda, essencial para desafogar o sistema e permitir que cada paciente receba o cuidado adequado ao seu quadro clínico.

Atualmente, a reforma do HMML já atingiu 65% de execução. Com a entrega destes novos espaços, a unidade consegue remanejar mulheres que necessitam de assistência por intercorrências de saúde ou perdas gestacionais, separando-as da ala de pós-parto. A medida reduz a pressão sobre os leitos de alta rotatividade e melhora o tempo de resposta hospitalar.

Para a diretora do HMML, Cristiani Barros, a gestão da alta demanda exige um equilíbrio entre números e sensibilidade. Ela destaca que a unidade tem operado acima da capacidade, mas mantém o foco em não deixar nenhuma mulher desassistida.

Cristiani Barros, diretora do HMML

"A maternidade não se resume ao parto; é o Hospital da Mulher. Atendemos urgências obstétricas, ginecologia e internações de alto risco. Com a liberação desses leitos de retaguarda, conseguimos esvaziar anexos e reorganizar o fluxo interno. É uma iniciativa para garantir o suporte devido mesmo com a alta demanda. Apesar de todos os desafios, conseguimos atender com acolhimento, tratando as dificuldades da mulher em todos os sentidos", afirmou a diretora.

Cristiani também pontuou que a expectativa é otimizar ainda mais o serviço com a entrega do novo Centro de Parto Normal (CPN) nos próximos 60 dias, o que permitirá colocar cada atendimento em seu devido espaço geográfico dentro da unidade.

As enfermaria dispõe de 12 leitos, régua de oxigênio, ambiente climatizado e humanizado

Impacto da retaguarda na recuperação

A criação de alas específicas para diferentes perfis de pacientes é uma ferramenta de gestão que impacta diretamente na recuperação. As novas enfermarias contam com 12 leitos equipados com réguas de oxigênio, climatização e ambientação humanizada.

Bruna Guimarães, responsável écnica da Enfermaria de Tratamento e Pós-parto do HMML

A responsável técnica das enfermarias de Tratamento e Pós-parto, Bruna Guimarães, explica que a separação dos perfis de internação é uma medida técnica que protege o emocional das pacientes.

"Tínhamos pacientes de perda gestacional muito próximas às mães com bebês devido às restrições de espaço da obra. Ao utilizarmos essas novas enfermarias para desvincular esses setores, criamos um ambiente mais digno. É uma estrutura que oferece suporte para 12 leitos com equipes de técnicos e enfermeiros dedicadas, garantindo que o fluxo de saída e entrada de pacientes ocorra com mais agilidade", explicou Bruna.

Assistência resolutiva na prática

A eficácia dessa estratégia é confirmada por pacientes como Josilane Souza de Souza, de 34 anos. Internada há três dias para um procedimento urgente de má formação gestacional, ela destaca que, mesmo com o hospital cheio, a assistência foi imediata.

"Fui muito bem recepcionada pelos médicos, principalmente na parte cirúrgica. Minha pressão estava muito alta e eles foram super atenciosos. Hoje, estando em um espaço confortável e refrigerado, sinto que o atendimento é muito bom. O governador está de parabéns por essa assistência para a mulher, pois quem precisa sabe o quanto isso ajuda", relatou Josilane.

Josilane Souza de Souza garante que, mesmo com a alta demanda, o acolhimento e a assitência tem sido eficaz

Investimento contínuo para desafogar a rede

O plano de modernização do Hospital da Mulher Mãe Luzia faz parte de um conjunto de investimentos do Governo do Estado para ampliar a oferta de leitos e serviços especializados, pelo programa “Saúde da Gente”. A estratégia de criar leitos de retaguarda e otimizar a alta hospitalar é fundamental para manter a unidade como referência no Sistema Único de Saúde (SUS).

Diego Conrado, secretário adjunto da Assistência Hospitalar da Sesa

O secretário adjunto de Assistência Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Diego Conrado, reforça que o investimento, oriundos de emenda do senador Randolfe Rodrigues, visa a resolutividade do sistema. 

"O Governo do Amapá investe na maternidade para garantir que, mesmo com a alta demanda, a população tenha respostas rápidas. Trabalhamos com foco na resolutividade, utilizando os leitos de retaguarda e a modernização da estrutura para garantir que a maior referência de atendimento à mulher no estado ofereça segurança, tecnologia e um acolhimento humano e digno, pois, para nós, a saúde é uma prioridade absoluta", concluiu o secretário.

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ÁREA: Saúde