Governo do Amapá encerra espera de quase 20 anos e realiza 2ª edição do Curso de Operações Policiais Especiais
Após treinamento intenso, os ‘Caveiras da Fortaleza’ estarão aptos a atuar em missões de altíssimo risco, como contraterrorismo, resgate de reféns, captura de foragidos e combate a grupos criminosos.
O Governo do Estado encerrou uma espera de quase 20 anos com a realização do II Curso de Operações Policiais Especiais (Copes). É a primeira vez em 17 anos que os “Caveiras da Fortaleza” serão formados no Amapá, aptos a atuar em missões de alta complexidade e risco, como parte do efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.
Como integrantes do efetivo mais especializado da segurança pública e do último recurso empregado pelo Estado para preservação da ordem pública e defesa da sociedade, estes agentes serão capacitados em contraterrorismo, resgate de reféns, neutralização de agressores ativos, desarme de explosivos, desarticulação de grupos criminosos, captura de foragidos e patrulhamento em ambiente rural e fluvial.
“É um compromisso da gestão do governador Clécio Luís que posiciona o Amapá na vanguarda da segurança pública. Aqui não esperamos a criminalidade avançar para estarmos prontos, seja com equipamentos, viaturas, inteligência ou o principal e mais valioso recurso para proteção das pessoas, que são os nossos policiais, muito bem preparados”, enfatizou o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira.
Qualquer missão, em qualquer lugar, a qualquer hora
O primeiro curso de Operações Especiais formou somente quatro policiais, no ano de 2009, e desde 2013, policiais militares do Amapá já foram formados em diversas outras Unidades da Federação, como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins e Rio de Janeiro.
“É um curso muito difícil, mas com um elevado padrão técnico e ampla gama de conhecimentos. Um sonho antigo e que agora tenho a oportunidade, e responsabilidade, de vivenciar aqui no meu estado, com todos os conhecimentos aplicados à nossa região”, celebrou o aluno Eranilton Pantoja, integrante do Grupo Tático Aéreo (GTA).
É, informalmente, um consenso que do total de inscritos, somente 10% concluem o curso com êxito. Como detalha o comandante do Bope, Tenente-Coronel Wilkson Santana, a qualificação dos caveiras passa pelas fases rústica, técnica, policial e de operações.
“O diferencial de fazer um curso como esse no Amapá é aplicar a doutrina de caveira na nossa casa, formar policiais adaptados aos nossos biomas e à realidade local. Um exemplo muito claro é o mergulho policial, como é diferente mergulhar em águas claras, encontradas em outras regiões do país, e nas águas escuras típicas dos rios amazônicos”, detalhou o tenente-coronel.
O mergulho policial descrito pelo capitão é uma técnica que pode ser aplicada para coibir o uso da malha hídrica amapaense como rota do narcotráfico. Os novos caveiras também sairão aptos como atiradores designados, onde a precisão do disparo é fundamental para o sucesso da missão, e instrutores de armamento e tiro, como forma de elevar o padrão técnico de toda a tropa.
Além das 30 vagas ofertadas a policiais militares do Amapá, também vieram buscar aprimoramento técnico no estado servidores do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e, fora do Brasil, um candidato oriundo do Peru.
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