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‘Ele nem falava e hoje interage e brinca’: mãe se emociona durante tratamento na neuropediatria do Hospital da Criança e do Adolescente

Thaís Baía Cardoso, de Laranjal do Jari, percorre longa distância e celebra avanços de Juliano, 3 anos, após um ano de consultas.

Por Roberta Corrêa
30/04/2026 12h31
Thaís Baía Cardoso viaja com frequência do Laranjal do Jari para consultar o filho com neuropediatra do novo HCA

A cada viagem entre Laranjal do Jari e Macapá, Thaís Baía Cardoso, de 29 anos, leva mais do que esperança: traz consigo a certeza de que o filho, Juliano Cardoso, de 3 anos, está evoluindo. Após um ano de acompanhamento com neuropediatra no Hospital da Criança e do Adolescente, para investigar frequentes ataques epléticos, a mãe já constata avanços posivitos da assistência.

“Ele nem falava na última consulta, em setembro do ano passado. Hoje, já interage, brinca, se comunica e isso é muito gratificante”, relembra Thais. 

A mudança na rotina da família começou ainda nos primeiros meses de vida de Juliano. Aos sete meses, quando passou a apresentar crises epilépticas frequentes, que impactavam o desenvolvimento. Após investigações, veio o diagnóstico de epilepsia associado a uma alteração genética.

“Ele tinha muitas crises, era muito difícil. Hoje estão controladas, o comportamento melhorou muito e ele já é outra criança”, conta a mãe com satisfação.

O tratamento do pequeno Juliano ocorre no ambulatório de neuropediatria do novo HCA, estruturado para o público infantil

O tratamento do pequeno Juliano ocorre no ambulatório de neuropediatria do novo HCA, estruturado para o público infantil. O ambiente lúdico, com ilustrações nas paredes, espaço para brincar e consultórios temáticos contribuem para tornar a consulta mais tranquila, favorecendo tanto o paciente e família, como para o profissional de saúde. 

Reny Wane, médica neuropediatra do HCA

A neuropediatra Reny Wane explica que esse acolhimento impacta diretamente na avaliação. “Aqui consigo observar melhor o paciente. Ele é uma criança com epilepsia que afeta o comportamento e a fala, e acompanhamos essa evolução ao longo da assistência. As primeiras consultas não foram fáceis e, com todo cuidado, estamos evoluindo; e esse espaço só favorece”, destaca a profissional.

Segurança e confiança

A médica também adota estratégias para facilitar o vínculo. “É uma consulta de comportamento. Muitas vezes, não usamos jaleco para criar aproximação. Preciso ganhar a confiança da criança para avaliar bem”, explica.

Para a mãe Thaís, cada avanço representa uma conquista construída com esforço e cuidado contínuo. “Quando a gente chega, ele já muda. Fica curioso, quer brincar, entra mais tranquilo. Isso faz diferença, porque ele se sente seguro”, relata a mãe.

A história da família evidencia como o acompanhamento especializado, aliado a um ambiente acolhedor do novo Hospital da Criança e do Adolescente, contribui para um cuidado mais humanizado e resultados concretos no desenvolvimento infantil.

A mãe de Juliano conta que ele evoluiu desde que comecou o tratamento, e que o menino hoje interage, brinca e se comunica

Saúde da Gente

A entrega do novo Hospital da Criança e do Adolescente integra o programa Saúde da Gente, do Governo do Amapá, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que atua na descentralização e no fortalecimento da assistência em todo o estado, com a implantação de novos hospitais regionais, ampliação de especialidades e estratégias como Mais Visão, Mais Saúde Vascular, Mais Sorriso e a Carreta Delas, voltadas à redução da demanda reprimida por atendimentos e serviços de saúde.

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ÁREA: Saúde
TAGS: HCA