Governo do Amapá leva atendimento especializado, cirurgias e exames de ultrassom à aldeia indígena de difícil acesso
Mobilização reúne equipes multiprofissionais para ampliar o acesso à saúde no território da Aldeia Bona, no Parque do Tumucumaque.
O Governo do Amapá realizou uma grande ação de saúde na Aldeia Bona, localizada em uma região de difícil acesso no interior do estado, levando, durante cinco dias, atendimento especializado, cirurgias e exames de ultrassonografia para comunidades indígenas. A iniciativa ocorreu em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Norte do Amapá e reuniu equipes multiprofissionais para ampliar o acesso aos serviços de saúde dentro do território indígena.
Durante a programação, foram ofertados atendimentos em clínica geral, cardiologia, pediatria, cirurgias de pequeno porte, oftalmologia, psicologia intercultural, assistência social, saúde mental, saúde integral da mulher indígena e assistência farmacêutica.
A ação possibilitou a realização de exames de ultrassonografia, permitindo diagnósticos mais rápidos e o acompanhamento de pacientes sem a necessidade de deslocamento até a capital. O serviço auxiliou na avaliação de adultos, idosos, gestantes e crianças indígenas atendidos pelas equipes médicas durante a mobilização.
“Os exames possibilitam uma avaliação mais rápida e precisa das condições de saúde dos pacientes, permitindo encaminhamentos imediatos quando necessário. Isso garante mais segurança, agilidade no atendimento e um cuidado mais eficiente para a população indígena atendida na aldeia”, destacou Yara Ayllyn, médica responsável pelos exames.
Outro destaque da programação foram os procedimentos cirúrgicos realizados na própria aldeia por profissionais preparados para atender diferentes perfis de pacientes. Adultos e crianças indígenas passaram por cirurgias de pequeno porte com segurança e acompanhamento das equipes de saúde.
“Nos organizamos com toda a estrutura necessária para realizar os procedimentos com segurança e qualidade. Muitas dessas pessoas enfrentariam grandes dificuldades para chegar até um hospital na capital, então levar esse atendimento diretamente para a comunidade faz toda a diferença”, ressaltou Alceu Karipuna, um dos médicos da força-tarefa.
Foram realizados procedimentos de baixa complexidade, como retirada de sinais, pequenos cistos, lipomas e outras intervenções cirúrgicas que normalmente exigiriam deslocamento até unidades hospitalares na cidade.
A presença dos especialistas na comunidade evitou que muitas famílias precisassem enfrentar longas viagens por rios e estradas até Macapá em busca de atendimento médico. Para os moradores, a ação representa mais dignidade, cuidado e acesso aos serviços de saúde próximos de casa.
Os profissionais envolvidos destacaram que o trabalho foi realizado de forma integrada e humanizada, respeitando as especificidades culturais das comunidades atendidas e fortalecendo o cuidado em saúde dentro do território indígena.
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