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MINERAIS CRÍTICOS

Governo do Amapá integra grupo de trabalho para o setor mineral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Estado passa a integrar iniciativa do MCTI voltada à inovação, pesquisa e desenvolvimento sustentável no setor mineral.

Por Gian Pantoja
20/05/2026 10h57
Na área mineral, a chamada "Finep Mais Inovação Brasil - Transformação Mineral" destina R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas brasileiras

Buscando fortalecer a inovação, a soberania tecnológica e o desenvolvimento sustentável da cadeia mineral, o Governo do Estado participou do lançamento do Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa vai elaborar a proposta do Programa Inova+Mineral, voltado à pesquisa, ao desenvolvimento, ao extensionismo tecnológico e à inovação no setor.

A Secretaria de Estado da Mineração (Semin) esteve presente no evento realizado em Brasília, no qual foi formalizada a inclusão do Amapá no grupo de trabalho.

Participação estratégica para impulsionar conhecimento, tecnologia e desenvolvimento econômico no Amapá

O secretário da Semin, Mamede Barbosa, destacou que o evento vai criar uma agenda nacional voltada ao fortalecimento da infraestrutura científica, à formação de profissionais especializados, ao desenvolvimento tecnológico, à industrialização e à ampliação do conteúdo nacional nas cadeias minerais consideradas estratégicas para o Brasil.

"O programa Inova+Mineral terá como referência a Política Mineral Brasileira, a Nova Indústria Brasil (NIB), o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima, a Estratégia Nacional de Economia Circular e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI)", pontuou o gestor.

O Amapá ganha voz nas discussões nacionais sobre mineração, tecnologia e inovação

O GT será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI) e conta com a participação do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A Secretaria-Executiva ficará sob a responsabilidade do Departamento de Programas de Inovação do MCTI. A proposta será apresentada à ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em até 90 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período.

Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos

O lançamento do GT ocorre em meio à ampliação dos investimentos públicos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. Entre 2023 e 2025, a Finep contratou mais de 5,3 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com volume superior a R$ 45 bilhões — um crescimento de 235% em relação ao período entre 2019 e 2022.

Na área mineral, a chamada "Finep Mais Inovação Brasil - Transformação Mineral" destina R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas brasileiras desenvolverem soluções tecnológicas no setor. As linhas contemplam minerais críticos, mineração urbana, reaproveitamento de resíduos, tecnologias sustentáveis e descarbonização da transformação mineral.

Dentre os minerais considerados prioritários estão lítio, cobre, níquel, grafita, terras-raras, nióbio, silício, cobalto e titânio, utilizados em baterias, semicondutores, sistemas de energia renovável e equipamentos de alta tecnologia.

As chamadas também priorizam projetos ligados à recuperação de áreas degradadas, ao monitoramento de barragens, à reciclagem de resíduos eletrônicos e a tecnologias industriais de baixo carbono, como hidrogênio de baixa emissão e captura de CO₂.

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