'A farda e o coração bateram no mesmo ritmo', diz policial militar do Amapá ao salvar a vida de recém-nascido em Santana
Ingressa da corporação desde 2025, a soldado Juliana Duarte, do 3º Batalhão da PM, compartilhou momento em que reanimou o bebê após parto complexo e socorreu a mãe em via pública.
Em meio à rotina dinâmica da segurança pública, existem segundos em que o silêncio da urgência exige, além do cumprimento do dever, o instinto de salvar. Foi o que marcou a soldado Juliana Duarte, do 3º Batalhão da PM, na noite desta quinta-feira, 21. A servidora, integrante da corporação há um ano e dois meses, reanimou um recém-nascido após um parto raro e complexo realizado em via pública, em Santana.
A 17 quilômetros de Macapá, a soldado e os demais policiais em atuação agiram na situação de risco iminente, onde a criança estava "nascendo de pé", sem sinal de vida. Juliana Duarte, que antes de ingressar na PM frequentou o curso de enfermagem, trouxe a experiência de atendimento pré-hospitalar para a equipe e conduziu o parto na mãe, uma mulher de 37 anos em situação de vulnerabilidade. Ao realizar manobras de ressucitação no bebê com sucesso, a militar destacou o momento como um milagre e dever cumprido.
"Vivi um dos momentos mais marcantes e profundos da minha trajetória como policial militar. A cada ciclo, a cada movimento, havia a certeza de que desistir não era uma opção. Ontem, a farda e o coração bateram no mesmo ritmo para proteger o bem mais precioso que existe: a vida", compartilhou a soldado Juliana Duarte.
Juliana uniu o seu treinamento técnico ao instinto de proteção para salvar a vida do recém-nascido do sexo masculino. O parto pélvico, conhecido como "nascer de pé", é raro de alto risco pois ocorre quando o bebê não está posicionado adequadamente, seja sentado ou com os pés.
Segundo o Boletim de Atendimento do Hospital Estadual de Santana, o médico plantonista definiu o procedimento como muito bem feito pela policial. Pela manhã, a equipe que atendeu a ocorrência retornou ao hospital e entregou um kit com itens básicos para os cuidados da mãe e do recém-nascido.
"Sinto uma honra de fazer parte de um momento extremamente importante na vida dessa mãe e dessa criança, e sinto que fui usada por Deus. Ser policial militar vai muito além de garantir a segurança pública; é ser o amparo na hora do desespero, é estender a mão a quem mais precisa. Tenho uma honra e um orgulho imensos do uniforme que visto e da missão que escolhi para a minha vida", destacou Juliana.
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