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EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Governo do Amapá fortalece debate sobre educação prisional em encontro regional no Pará

Debates destacaram ações voltadas à ampliação do ensino e à ressocialização de pessoas privadas de liberdade.

Por Marcio Bezerra
26/05/2026 18h05
Ana Carolina, do Instituto Penitenciário do Amapá (IAPEN), Ingrid Bastos Alves, gerente do NEJA/Seed e Rodrigo Dias, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen)

O Governo do Amapá participou do Primeiro Encontro Regional de Educação em Prisões – Norte e Centro-Oeste, realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em Belém (PA), reforçando o compromisso com a ampliação do acesso à educação humanizada no sistema prisional.

Representando a Secretaria de Estado da Educação (SEED), a gerente do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos (NEJA), Ingrid Bastos Alves, participou das discussões sobre políticas públicas voltadas ao ensino de pessoas privadas de liberdade.

O evento reuniu representantes de diversos Estados para discutir estratégias e metas ligadas ao Plano Pena Justa, iniciativa federal que busca ampliar o acesso à escola nas unidades prisionais e qualificar as práticas pedagógicas nesse contexto.

Troca de experiências 

Durante os três dias de encontro, Ingrid apresentou as experiências, os avanços e os desafios do Amapá na implementação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema prisional. Segundo ela, o espaço foi essencial para fortalecer o diálogo entre instituições e construir, coletivamente, caminhos para garantir o direito à aprendizagem.

“A principal contribuição da Seed foi compartilhar nossas experiências e estratégias, fortalecendo o diálogo interinstitucional e contribuindo para ações voltadas à garantia do direito à educação das pessoas privadas de liberdade”, destacou a gerente.

Caminho de transformação

Um dos principais temas debatidos no encontro foi o Plano Pena Justa, apresentado como um passo importante para tornar o ensino no sistema prisional mais inclusivo e transformador. Para Ingrid, o plano tem potencial real de mudar trajetórias.

“A educação se torna uma oportunidade de transformação, cidadania e construção de novos projetos de vida. O Plano Pena Justa foi pensado justamente para garantir que as pessoas privadas de liberdade tenham acesso à escola e à aprendizagem”, frisou.

Avanços e desafios 

O Governo do Amapá apresentou no encontro avanços concretos, como o fortalecimento das ações da EJA nas unidades prisionais e a ampliação das parcerias institucionais. Mas a representante da Seed também destacou desafios importantes: ampliar o acesso dos estudantes às atividades educacionais, melhorar a infraestrutura das unidades e garantir condições adequadas para o trabalho pedagógico.

Técnicos debatem mais oportunidades de educação para pessoas privadas de liberdade

“O compromisso com uma educação mais humanizada e inclusiva é fundamental para assegurar o direito à aprendizagem no contexto prisional”, reforçou Ingrid.

O encontro se consolidou como um espaço estratégico de alinhamento entre Estados, contribuindo para o fortalecimento de uma política nacional de educação prisional mais efetiva e centrada na dignidade humana.

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ÁREA: Educação