Durante Operação Protetor, Segurança Pública do Amapá impede entrada de drones, celulares e drogas no Iapen
Ação integrou efetivos das polícias Civil, Militar e Penal na noite desta terça-feira, 26. Cinco indivíduos foram presos.
O Governo do Amapá desferiu mais um duro golpe contra grupos criminosos, em uma ação integrada na noite desta terça-feira, 26, que impediu a entrada de drones, celulares, smartwatches, drogas e dinheiro para dentro da Penitenciária Masculina. A abordagem ocorreu no âmbito da Operação Protetor, como parte das estratégias vinculadas ao programa nacional “Brasil Contra o Crime Organizado”.
O secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, destacou o trabalho investigativo, que durou cerca de dois meses de monitoramento e levantamentos de inteligência, além da sinergia entre as diferentes instituições envolvidas na abordagem que resultou em quatro pessoas pessoas presas no local, e um quinto indivíduo apontado como envolvido dentro da unidade gerida pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
Vieira detalhou a participação das equipes do Tático Operacional Rodoviário (TOR), 2º Batalhão (Zona Norte de Macapá) e 4º Batalhão (Santana) da Polícia Militar; Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dracco) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop) da Sejusp, além da Divisão de Operações com Drones (Deod) da Polícia Penal.
“É um trabalho construído com ampla integração da Segurança Pública onde resultado que buscamos é um só, a desarticulação dos criminosos com a absoluta tranquilidade da população. Acumulamos uma redução de quase 70% nos roubos em comparação com 2022, encerramos a terceira edição da Operação Mute com zero novas apreensões, tudo isso é resultado de políticas como esta”, explicou Vieira.
‘Rigor contra quem escolhe o crime’
O titular da Sejusp detalhou, ainda, que o grupo preso na ação desta terça será o primeiro no Amapá enquadrado na nova Lei Antifacção. O dispositivo legal é um marco na qualificação para o combate ao crime organizado no país e, entre as mudanças, atualizou a pena para 12 a 20 anos de reclusão em regime fechado – antes, o código penal previa punibilidade estimada entre 5 e 15 anos.
“Na prática, há caráter também pedagógico de que o Estado Brasileiro, sobretudo o Amapá, não tolera tentativas de domínio de territórios e emprego de violência ou grave ameaça contra o cidadão. Seguiremos aplicando todo rigor contra quem escolhe o crime”, concluiu o secretário.
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