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‘BRASIL CONTRA O CRIME ORGANIZADO’

Durante Operação Protetor, Segurança Pública do Amapá impede entrada de drones, celulares e drogas no Iapen

Ação integrou efetivos das polícias Civil, Militar e Penal na noite desta terça-feira, 26. Cinco indivíduos foram presos.

Por Cláudio Morais
27/05/2026 15h08
Material apreendido durante abordagem veicular a suspeitos identificados pela Inteligência

O Governo do Amapá desferiu mais um duro golpe contra grupos criminosos, em uma ação integrada na noite desta terça-feira, 26, que impediu a entrada de drones, celulares, smartwatches, drogas e dinheiro para dentro da Penitenciária Masculina. A abordagem ocorreu no âmbito da Operação Protetor, como parte das estratégias vinculadas ao programa nacional “Brasil Contra o Crime Organizado”.

O secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, destacou o trabalho investigativo, que durou cerca de dois meses de monitoramento e levantamentos de inteligência, além da sinergia entre as diferentes instituições envolvidas na abordagem que resultou em quatro pessoas pessoas presas no local, e um quinto indivíduo apontado como envolvido dentro da unidade gerida pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Atuação policial impediu entrada de celulares no Iapen

Vieira detalhou a participação das equipes do Tático Operacional Rodoviário (TOR), 2º Batalhão (Zona Norte de Macapá) e 4º Batalhão (Santana) da Polícia Militar; Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dracco) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop) da Sejusp, além da Divisão de Operações com Drones (Deod) da Polícia Penal.

Secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira, durante briefing de ativação das equipes policiais

“É um trabalho construído com ampla integração da Segurança Pública onde resultado que buscamos é um só, a desarticulação dos criminosos com a absoluta tranquilidade da população. Acumulamos uma redução de quase 70% nos roubos em comparação com 2022, encerramos a terceira edição da Operação Mute com zero novas apreensões, tudo isso é resultado de políticas como esta”, explicou Vieira.

‘Rigor contra quem escolhe o crime’

O titular da Sejusp detalhou, ainda, que o grupo preso na ação desta terça será o primeiro no Amapá enquadrado na nova Lei Antifacção. O dispositivo legal é um marco na qualificação para o combate ao crime organizado no país e, entre as mudanças, atualizou a pena para 12 a 20 anos de reclusão em regime fechado – antes, o código penal previa punibilidade estimada entre 5 e 15 anos.

“Na prática, há caráter também pedagógico de que o Estado Brasileiro, sobretudo o Amapá, não tolera tentativas de domínio de territórios e emprego de violência ou grave ameaça contra o cidadão. Seguiremos aplicando todo rigor contra quem escolhe o crime”, concluiu o secretário.

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