Governo do Amapá apoia celebração dos 81 anos do Laguinho, berço da cultura afro-amapaense
Programação reuniu samba, memória e solidariedade para homenagear um dos bairros mais tradicionais de Macapá e valorizar a contribuição da população negra para a formação cultural do estado
Com apoio do Governo do Amapá, o tradicional bairro do Laguinho celebrou neste domingo, 31, seus 81 anos de história, resistência e contribuição para a cultura amapaense. A programação ocorreu no Banco da Amizade e reuniu apresentações musicais, roda de samba, ações solidárias e homenagens a personalidades que ajudaram a construir a identidade cultural do estado.
Reconhecido como um dos principais berços da cultura afro-amapaense, o Laguinho preserva manifestações que atravessam gerações e permanecem como símbolos da memória e da resistência do povo negro no Amapá. O evento teve o apoio do Governo do Estado e integrou as comemorações realizadas pela comunidade para celebrar a trajetória do bairro.
Para o cantor e compositor Carlos Piru, uma das referências da música amapaense, a celebração representa um momento de valorização da história e da identidade cultural de Macapá.
“Celebrar o Laguinho é celebrar a história de Macapá. Na transformação do Território Federal, os moradores negros que viviam na frente da cidade foram trazidos para o Laguinho e para a Favela. Nesse contexto, veio toda uma gama cultural e artística que fez com que o bairro se transformasse nessa potência que é hoje”, destacou o artista.
Durante a programação, Carlos Piru se apresentou por meio do Edital Circuito das Artes, iniciativa do Governo do Estado que fomenta a produção cultural, fortalece a economia criativa e amplia o acesso da população às manifestações artísticas em diferentes municípios e comunidades do Amapá.
Ao lembrar a importância histórica do bairro, o cantor ressaltou o papel desempenhado por gerações de moradores na construção da identidade cultural amapaense.
“A cultura pulsa sobre esse território. Temos escolas de samba, clubes de futebol e vários artistas que são referência na história cultural e artística do Amapá. Também temos as nossas pretas velhas, mulheres negras que ajudaram a construir este bairro e que deixaram um legado que não pode ser esquecido”, afirmou Carlos.
A programação contou com apresentações do Grupo Samba Laguinho, Mulheres Pretas na Percussão e do Circuito Popular de Roda de Samba, além da arrecadação de alimentos não perecíveis destinados a ações solidárias na comunidade.
Para Carlos Piru, a celebração reafirma a importância de preservar a memória coletiva e reconhecer a contribuição da população negra para a formação do estado.
“Apesar de o Laguinho hoje estar na área central da cidade, a gente não pode deixar morrer essa história tão linda, feita pelas mãos e pela luta de muita gente. Esse evento é um firmamento de tudo aquilo que foi construído e de tudo o que o Laguinho significa para a nossa história e para a sociedade amapaense”, concluiu.
Com o tema “Tradição que resiste, samba que une”, a comemoração reforçou o compromisso com a valorização do patrimônio cultural, da ancestralidade e das manifestações populares que fazem do Laguinho uma das maiores referências culturais do Amapá.
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