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AMAPÁ MAIS SEGURO

Ampliando a rede de atuação, Governo do Amapá inicia 2º ciclo da Operação Mulher Segura

As ações integradas intensificam atividades educativas, preventivas e repressivas na proteção e no enfrentamento à violência doméstica e de gênero contra mulheres e meninas no município de Santana.

Por Cássia Lima
17/06/2026 13h00

Para ampliar os resultados positivos da rede de proteção e enfrentamento à violência doméstica e de gênero contra mulheres e meninas, o Governo do Amapá inicia, nesta quarta-feira, 17, o 2º ciclo de ações integradas da Operação Mulher Segura 2026. Desta vez, além da atuação estratégica em todos os municípios, que resultou em 42 prisões de homens agressores e na concessão de 71 novas medidas protetivas durante o 1º ciclo, a iniciativa será intensificada em Santana com a integração dos órgãos de segurança e justiça.

A atividade dá prosseguimento a um amplo trabalho que fortalece ações educativas, registros de boletins de ocorrência, abertura de inquéritos policiais, prisões e amparo direto às vítimas, buscando romper o ciclo de violência e oferecer acolhimento e libertação às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Em Santana, a operação conta com atividades formativas para equipes da segurança pública, ações educativas em escolas, blitzes, cumprimento de mandados e fiscalizações baseadas em serviços de inteligência e denúncias.

A Operação Mulher Segura é coordenada no Amapá pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pela Polícia Civil do Amapá (PC-AP)

“Estamos intensificando as ações em todas as frentes de atuação e em todas as esferas das forças de segurança. Nosso propósito é acolher possíveis vítimas e prender agressores”, destacou a diretora do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil, Joseane Carvalho.

Sob a diretriz de tolerância zero à violência de gênero, o Governo do Amapá consolida políticas públicas que salvam vidas. Graças aos investimentos estratégicos em prevenção, tecnologia de ponta e operações integradas, o Amapá encerrou 2024 com a menor taxa de feminicídio por 100 mil habitantes de todo o Brasil, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

As atividades da Operação Mulher Segura incluem o cumprimento de medidas judiciais, a fiscalização de medidas protetivas, o atendimento especializado às vítimas, ações de conscientização e a integração entre os órgãos da rede de proteção.

A Operação Mulher Segura reafirma o compromisso do Governo do Estado do Amapá, por meio da Sejusp e das instituições parceiras, com a promoção da segurança, da dignidade e da garantia dos direitos das mulheres amapaenses, visando alcançar resultados ainda mais significativos do que os obtidos na primeira edição.

A Operação Mulher Segura é coordenada no Amapá pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pela Polícia Civil do Amapá (PC-AP)

“Estamos com espaços de acolhimento e ações efetivas para resgatar vítimas. Além disso, estamos fomentando ações educativas para mudar essa cultura de agressão contra mulheres e meninas”, enfatizou a capitão Waldenice Nogueira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha.

A Operação Mulher Segura é coordenada no Amapá pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pela Polícia Civil do Amapá (PC-AP), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Durante a coletiva de imprensa, serão apresentados os eixos de atuação de cada força de segurança nesta nova fase, o cronograma de ações integradas e as metas para expandir o acolhimento às mulheres amapaenses.

Secretária de Políticas para Mulheres, Simone Palheta

"O combate a violência de gênero é uma prioridade do Governo do Amapá. Então a ideia é oferecer um atendimento humanizado para vítimas como o espaço na Casa da Mulher Brasileira, e assim diminuir os números no estado", explicou a secretária de Políticas para Mulheres, Simone Palheta. 

Box Lilás: Emergências e orientações

O atendimento de emergência para casos de violência contra a mulher no Amapá funciona 24 horas por dia, por meio do número 190, no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes). Ao ligar, o cidadão é recebido por um sistema de atendimento eletrônico e, ao digitar a tecla 1, a chamada é direcionada imediatamente para o Box Lilás.

Diferentemente de um registro comum, este canal oferece suporte humanizado por profissionais capacitados especificamente para acolher a vítima, fornecendo informações detalhadas sobre a rede de proteção, como endereços de casas de apoio e orientações jurídicas. O Box Lilás também dispõe de atendimento exclusivo pelo WhatsApp, no número (96) 98433-1036.

“Pedimos às mulheres que denunciem. Estamos com canais abertos para atender. Você não está sozinha”, assegurou a capitã Waldenice Nogueira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha.

 

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