Governo do Amapá promove encontro inédito para fortalecer prevenção e controle da raiva humana e animal no estado
O Simpósio, que iniciou nesta quinta-feira, 25, reúne especialistas profissionais de saúde, médicos-veterinários e pesquisadores para debater estratégias de Saúde Única.
O Governo do Amapá iniciou nesta quinta-feira, 25, o 1° Simpósio Integrado de Vigilância, Prevenção e Controle da Raiva Humana e Animal (Simporaiva), no auditório do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP).
O evento reúne, durante dois dias, gestores públicos, profissionais de saúde, veterinários e pesquisadores para debater estratégias de Saúde Única, “One Health”, referência a uma abordagem integrada que reconhece a conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental.
A iniciativa é coordenada pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro) pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS). O evento promove discussões, principalmente, após o recente registro de caso de raiva no município de Oiapoque, evidenciando o trabalho contínuo da gestão estadual para garantir uma rápida resposta interinstitucional e fortalecer a prevenção em todo o território amapaense.
“Nós estamos desenvolvendo essa iniciativa em parceria com a SVS, para combater essa doença, que é uma zoonose transmitida do animal para o homem. Estamos fazendo esse trabalho com a comunidade universitária e profissionais da área de saúde e da área de veterinária para que eles possam nos ajudar nesse combate, na prevenção da doença dentro do estado. E como é uma doença de notificação compulsória, que é a comunicação obrigatória à autoridade de saúde em casos suspeitos ou confirmados, nós atuamos de forma conjunta em uma atuação preventiva, o que chamamos de educação sanitária”, destacou o diretor-presidente da Diagro, Álvaro Cavalcante.
A proposta é construir uma base consistente e preparada para atuar em possíveis situações suspeitas de ocorrências da doença para que seja possível uma ação rápida, eficiente e de completa assistência à população.
"Esse é um momento não só histórico e ímpar, mas também um momento de compartilhar informações e conhecimentos. A raiva no Amapá é algo muito distante, apesar de estar inserida em todo o processo porque está muito presente na região amazônica. E no Norte, por fazer parte dessa região, os casos suspeitos de raiva, apesar de não chegarem ao conhecimento da população, são intensamente investigados, avaliados, acompanhados, longe do conhecimento da sociedade", afirmou a superintendente da SVS, Cláudia Pimentel.
Ampla atenção
A médica infectologista Liliany Silva, participou do evento e acredita que a estratégia deve ser desenvolvida a partir de uma forte união de esforços porque a saúde precisa de ampla atenção e não pode ser avaliada de forma reduzida ou isolada.
"Essa ação é extremamente importante, justamente, porque a saúde é integrada. A gente não pode pensar em raiva falando só da parte médica, mas também entender a situação no estado e no Brasil porque é uma doença transmitida por animais para as pessoas. Então é necessário conhecer antes para evitar a propagação da doença que é tecnicamente quase fatal", ressaltou a médica.
O Simpósio segue até sexta-feira, 26, com debates que integram profissionais, fortalecendo a vigilância e o controle da raiva humana e animal, como enfatizou a chefe da Unidade de Controle de Zoonoses da SVS, Silvia Magalhães.
“Nós trabalhamos com a saúde única, e a saúde única é exatamente isso, a integração dos setores. Estamos desenvolvendo um trabalho muito bacana com profissionais nacionais vindos de instituições de referência para fazer a atualização e a integração dos nossos profissionais aqui no Amapá”, concluiu.
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