Após noite movimentada, empreendedores apostam em mais um dia de vendas na Expofeira
Com diferentes produtos e muita disposição, empreendedores iniciam cedo mais um dia de negócios na Expofeira
A movimentação da noite de abertura da Expofeira 2026 ainda estava fresca na memória quando os empreendedores já retomavam o trabalho. Nas primeiras horas do segundo dia de programação, comerciantes, artesãos e produtores voltaram aos estandes para organizar mercadorias, repor produtos, ajustar a exposição e deixar tudo preparado para receber os visitantes. Para alguns, o descanso foi curto, mas a expectativa de aproveitar o movimento e conquistar novos clientes falou mais alto que o cansaço.
A disposição de quem acordou cedo, ou talvez nem tenha conseguido dormir, revela a expectativa em torno do evento. Para os expositores, cada pessoa que passa pelo parque representa uma oportunidade de apresentar seus produtos, conquistar clientes e garantir uma renda extra durante os dias de feira.
Aos 63 anos, Pedro Cardoso Ferreira retornou ao espaço com bebidas, bombons e outros produtos. Veterano na Expofeira, ele participou da edição anterior, mas considera que, neste ano, conseguiu um ponto melhor para atender o público. Depois de uma estreia animada, a expectativa é de vendas ainda melhores.
“Ontem foi bom, mas a expectativa para hoje é ainda melhor”, afirma Pedro.
Enquanto Pedro mantém as bebidas geladas e os doces ao alcance dos visitantes, Edna Aparecida da Silva colore o parque com plantas medicinais, ornamentais e terrários. Professora de Biologia e empreendedora, ela integra a Associação dos Produtores de Plantas do Amapá e também apresenta iniciativas relacionadas à compostagem e à educação ambiental.
“Quase metade do lixo produzido em uma casa pode se transformar em adubo de qualidade”, explica Edna.
Outra novidade apresentada pela empreendedora é o papel-semente, produzido com material reciclável e de rápida decomposição. Quando umedecido, o papel cria condições para a germinação das sementes. Há versões com tomate-cereja e pimenta, acompanhadas das orientações de plantio. Depois que a muda alcança alguns centímetros, pode ser transferida para um recipiente com terra.
O segundo dia também começou cedo para Raimunda Dinei dos Santos Prestes, de 58 anos, conhecida como Dila da Costura. Com cerca de duas décadas de experiência, ela trabalha com costura criativa, peças de inspiração afro, artigos para animais de estimação, tapeçaria, bolsas e diferentes produções em tecido.
Nos últimos cinco anos, Dila ampliou seu repertório e incorporou sementes e fibras naturais às criações. O resultado é uma combinação de técnicas que transforma materiais simples em peças artesanais cheias de identidade.
“Trabalho com todo tipo de costura, especialmente a criativa e a afro”, resume Dila.
Entre um café para espantar o sono e outro ajuste na exposição dos produtos, os empreendedores seguem confiantes. A noite de abertura foi intensa, mas ninguém parece disposto a perder o ritmo. Afinal, na Expofeira, quem chega cedo não encontra apenas os portões abertos: encontra histórias, criatividade e muita vontade de fazer bons negócios.
Talismã Comunicação
Fotos: Adriano Monteiro
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