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MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS

Expofeira 2026: Espaço AfroAmapá dá visibilidade à cultura e à ancestralidade dos povos de terreiro

‎Programação reuniu comunidades de matriz africana em uma noite de fé, cultura e resistência.

Por Lucas Mota
11/08/2026 11h53
Tradições e saberes ancestrais celebram a diversidade cultural no Espaço AfroAmapá

A cultura e a ancestralidade dos povos de terreiro ganharam espaço e visibilidade na Expofeira 2026. Nesta segunda-feira (10), o Espaço AfroAmapá recebeu lideranças e comunidades de matriz africana para uma noite de doutrinas, danças e manifestações que fazem parte da identidade cultural brasileira.
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‎A programação reuniu 18 grupos, terreiros e representações de matriz africana, que levaram ao público suas tradições e saberes ancestrais. A secretária de Estado da Cultura, Clicia Di Miceli, explica que a iniciativa representa o reconhecimento da diversidade que compõe a cultura amapaense.
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‎“O Espaço AfroAmapá congrega toda a cultura do povo negro. Temos o marabaixo, a matriz africana, a capoeira e nossos artistas negros. Pelo terceiro ano consecutivo, os povos de terreiro ocupam este espaço para mostrar sua cultura, sua fé e sua história. É uma forma de dar visibilidade e valorizar aquilo que faz parte da identidade do nosso estado”.

Expofeira também é uma forma de combater o preconceito e a intolerância religiosa

‎Aos 70 anos, Mãe Fátima de Iemanjá, do Terreiro São Sebastião de Mina e Umbanda, em Santana, há 46 anos mantém as portas do terreiro abertas. Para ela, estar na Expofeira também é uma forma de combater o preconceito e a intolerância religiosa.
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‎“Quando mostramos nossa cultura, ajudamos as pessoas a conhecer e respeitar aquilo que muitas vezes é alvo de preconceito por falta de informação. Estar aqui é importante porque podemos falar da nossa fé com liberdade e mostrar que os povos de terreiro fazem parte da história e da cultura do Amapá e do Brasil”.

Mãe Fátima de Iemanjá e Elza Baía representam a força e a ancestralidade dos povos de terreiro na Expofeira 2026

‎Com 77 anos e 54 anos de vivência em terreiro, Elza Baía, do terreiro Nossa Senhora da Conceição, também do município de Santana, destaca a importância de ocupar espaços públicos:
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‎“Nossa religião tem história, tem conhecimento e uma tradição que passa de geração para geração. Quando ocupamos esses espaços, também mostramos aos mais jovens que eles devem ter orgulho da sua ancestralidade”.
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‎Mais do que uma programação cultural, a noite dos povos de terreiro no Espaço AfroAmapá representa visibilidade, respeito e reconhecimento de uma tradição que permanece viva e atravessa gerações.
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‎Grupos e representações participantes:

  • Unzo Inkissi Ganggavulá Junsara – Candomblé de Angola (Pai Jorge)
  • ‎Mãe Claudeci dos Santos Vaz
  • Mãe Agnacelia Moura de Oliveira
  • Mãe Ray
  • Terreiro Unzó Lunda Kisimbé Junsara (Pai Salvino)
  • Terreiro Ile Axé Oxum Yapara (Pai Regi)
  • Matriz Africana Idaelcio do Rosario Cabral
  • Terreiro de Mina Nagô Santa Bárbara (Mãe Socorro)
  • Tolokirim (Pai Ângelo)
  • Terreiro São Sebastião (Mãe Fátima)
  • Casa do Tateto Omi Zangue No (Pai Cleison)
  • Terreiro de São Sebastião José Tupinambá (Pai Ricardo)
  • Nzo De Ase Nkossy Mavambo (Pai Odilon Rodrigues)
  • Ile Ase Ode Igüi Lomi (Pai Jean da Tereza Légua)
  • Terreiro Ile Ase Ode Nilejemin (Pai Rogério)
  • Ile Axe Ogün Ida Orun Jha (Pai Reginaldo)
  • Associação Cultural Estrela Guia (Mãe Sebastiana – Mazagão)
  • Terreiro Odge Ode Olufonnin (Pai Marcos Ribeiro)
Comunidades de matriz africana celebram a ancestralidade e mantêm vivas suas tradições

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ÁREA: Cultura