Jogos eletrônicos feitos no Amapá ganham estande próprio na Expofeira 2026
Segunda edição da "JogaFeira" reúne 11 projetos de games, sendo oito produzidos no estado, e transforma a Expofeira em vitrine para a produção independente.
Quem visitar a Expofeira 2026 pode encontrar, entre os espaços de exposição, gastronomia, negócios e entretenimento, uma produção que ainda começa a ganhar espaço no imaginário do público amapaense: jogos eletrônicos desenvolvidos no próprio estado.
De 8 a 16 de agosto, a segunda edição da JogaFeira ocupa um estande no Parque de Exposições da Fazendinha, reunindo 11 projetos de games. Oito são produzidos por desenvolvedores do Amapá e outros três foram convidados de diferentes estados para participar da programação e promover um intercâmbio com a cena local.
Realizada pelo Coletivo Game Dev Amapaense (CGA), a iniciativa transforma a Expofeira em uma vitrine para desenvolvedores independentes que buscam apresentar seus projetos, aproximar o público dos games e fortalecer a indústria criativa no estado.
Para a desenvolvedora e ilustradora Ana Guedes, conhecida como Ana The Lucky, de 25 anos, participar da JogaFeira representa também uma oportunidade de ampliar a visibilidade de uma área que começa a ganhar força no Amapá.
“Para uma desenvolvedora de jogos e artista também, para mim isso significa abrir caminho para novos desenvolvedores e também colocar o Amapá no mapa do polo dos videogames que movem milhões, bilhões até. E é maravilhoso participar disso”, considera.
Produção amapaense ganha espaço
O JogaFeira apresenta ao público jogos desenvolvidos por profissionais que, em muitos casos, conciliam a criação dos games com outras atividades e trabalham de forma independente.
Entre os projetos amapaenses estão "Bob’s Feed", "Limbo Noir", "Chromad", "Blaster", "Telos 505", "Dead Colors", "Outcity" e "Void World".
A proposta é fazer com que o visitante não apenas conheça os projetos, mas também possa experimentar os jogos. Para incentivar a participação, o estande conta com um "cartão-passaporte", no qual o público coleciona carimbos a cada game experimentado. Ao completar seis carimbos, o participante recebe um broche. Com sete, ganha um pôster personalizado.
Apoximação com o público
Para o diretor e um dos organizadores da JogaFeira, Nando Luís, a dinâmica aproxima o público dos desenvolvedores e estimula a descoberta dos jogos produzidos no estado.
“Como nós estamos muito afastados das grandes oportunidades, nós trazemos elas um pouco para cá, para amadurecer os nossos desenvolvedores. A gente viu muitos talentos aqui, muitos são da Faculdade Meta e eles são brilhantes. Só que falta um amadurecimento que você só consegue estando inserido na indústria”, pontua.
Amapá e outros mercados
Além dos projetos locais, a JogaFeira recebeu desenvolvedores de outros estados. Entre eles está Felipe Dantas, de 23 anos, que veio de Brasília e participa pela primeira vez de uma exposição de jogos no Norte do país.
A experiência também permite conhecer de perto a produção realizada no Amapá.
“Está sendo uma troca cultural muito interessante, poder ver como é o cenário daqui. O nível de qualidade dos jogos daqui está bem acima do que eu já vi em várias exposições. Está sendo muito legal”, afirma.
Para Felipe, os jogos eletrônicos também ultrapassam a ideia de entretenimento e podem ser utilizados como forma de expressão.
“Além de uma diversão, os jogos eletrônicos são uma forma de expressão, uma forma de eu poder colocar meus sentimentos, meus pensamentos. É uma forma de poder me expressar”, considera.
Público pode jogar de graça
O estande da JogaFeira é aberto ao público e a participação é gratuita. Os visitantes recebem o passaporte e podem experimentar os diferentes projetos disponíveis durante a programação.
Nos primeiros dias do evento, a organização estimava que cerca de 500 a 600 pessoas já haviam passado pelo espaço, incluindo pais e acompanhantes.
Além dos jogos, o estande também conta com uma pequena loja voltada à valorização de artistas locais e apresenta informações sobre os desenvolvedores e as plataformas onde alguns dos projetos podem ser encontrados.
Parte dos jogos está disponível ou em processo de lançamento em plataformas como Steam e Itch.io, permitindo que o público continue acompanhando os trabalhos mesmo após a Expofeira.
Para Nando Luís, levar os games para dentro da Expofeira também é uma forma de mostrar que existe uma produção local e que novos profissionais podem construir caminhos dentro da indústria.
“A nossa intenção é justamente porque a gente gosta muito de videogame e queria ver videogames mais próximos de nós, vendo eles produzindo mais perto mesmo”, conta.
Com 11 projetos, oito deles produzidos no Amapá, a JogaFeira 2026 mostra que tecnologia, criatividade e economia criativa também fazem parte da diversidade de atrações da Expofeira.
Durante nove dias, quem passar pelo estande poderá experimentar jogos, conhecer seus criadores e descobrir uma cena que começa a ganhar força no estado — colocando o Amapá também no mapa da produção independente de games.
Sanderson Dias – Assessor de Comunicação/Secom - (96) 98112-9739
Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!