Banco de Leite Humano acolhe mães e orienta sobre amamentação durante o Agosto Dourado
Serviço oferece acolhimento, orientação e acompanhamento especializado para mulheres que enfrentam dificuldades durante a amamentação.
Durante o Agosto Dourado, campanha de incentivo, proteção e apoio ao aleitamento materno, o Banco de Leite Humano reforça que seu trabalho vai além da coleta e distribuição de leite. O espaço também funciona como referência para mães que enfrentam dificuldades para amamentar, oferecendo acolhimento e orientações sobre pega, posição do bebê, ordenha, dor, fissuras nas mamas, excesso ou baixa produção de leite.
O atendimento é realizado por equipe multiprofissional e pode ser procurado pelas mulheres que precisam de apoio durante esse processo.
Entre as mães acompanhadas estão aquelas que tiveram bebês prematuros e que precisam lidar com a internação dos filhos na UTI. Como, muitas vezes, o bebê ainda não consegue mamar diretamente no peito, a equipe orienta e estimula a mãe a realizar a ordenha para manter a produção e garantir o leite para o próprio filho.
“A mãe chega muitas vezes fragilizada, porque o bebê está internado, e pode acreditar que não tem leite. A gente acolhe, conversa, orienta e faz o estímulo para que ela consiga retirar o leite. É um trabalho de acompanhamento, porque cada mãe tem uma dificuldade diferente”, explica Belizia Ramos, coordenadora do Banco de Leite Humano.
É o caso de Elma dos Santos, de 34 anos, que teve o filho prematuro e, aos 10 dias de vida do bebê, já começou a doar leite pela primeira vez. Além de garantir o alimento para o próprio filho, ela encontrou no Banco de Leite apoio para seguir com a amamentação.
“Está sendo muito bom. Eu me sinto muito bem sendo acompanhada aqui, porque recebo orientação e tenho todo o suporte para conseguir tirar o leite. É uma força para mim e, principalmente, para o meu filho. Saber que meu leite pode ajudar ele a ficar mais forte e também outros bebês que precisam me deixa muito feliz”, relata.
O serviço também mantém articulação com as equipes das UTIs. Quando o leite da própria mãe não é suficiente para atender à dieta prescrita para o bebê, a equipe pode solicitar ao Banco de Leite a disponibilização de leite humano pasteurizado. A nutricionista avalia a necessidade e a quantidade indicada, enquanto a equipe acompanha as condições do bebê.
Em situações específicas, como nos casos de prematuros que apresentam intolerâncias e precisam de dieta restrita, a mãe também recebe orientações sobre alimentação, ordenha e o período necessário até que o leite possa ser novamente oferecido ao bebê, sempre conforme avaliação médica e nutricional.
Outro trabalho importante é combater os mitos relacionados à doação. Um dos principais é o medo de que retirar leite para doar faça faltar leite para o próprio bebê.
“A mãe que tem leite excedente pode doar. Ela não vai ficar sem leite para o filho. Pelo contrário, a retirada também ajuda a estimular a produção. Essa é uma informação que a gente reforça muito para que as mães se sintam seguras para ajudar outros bebês que precisam”, destaca a coordenadora Belizia.
O Banco de Leite Humano informa que toda mãe que enfrenta dificuldades não precisa passar por esse momento sozinha. Com orientação adequada, acolhimento e acompanhamento profissional, é possível superar desafios e fortalecer a amamentação.
Para as mulheres que possuem leite excedente, a doação representa ainda um gesto de solidariedade que pode contribuir diretamente para a recuperação e o desenvolvimento de bebês que precisam desse alimento.
Roberta Corrêa Gomes - (96) 991300680
Secretaria de Saúde
Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!