Governo do Amapá forma novos 'Caveiras' no II Curso de Operações Policiais Especiais
Dos 37 inscritos que iniciaram a jornada de alta complexidade, apenas 11 tiveram êxito na qualificação. Novos operadores estão aptos para atuar em missões de altíssimo risco e complexidade.
O Governo do Amapá realizou nesta sexta-feira, 28, a cerimônia de formatura do II Curso de Operações Policiais Especiais (Copes). O momento histórico encerra um jejum de 17 anos sem a formação de "Caveiras da Fortaleza" em solo amapaense, reforçando o combate à criminalidade de alta complexidade e o patrulhamento especializado nas fronteiras e rios da região.
Demonstrando o altíssimo nível técnico e de exigência física e mental do treinamento, dos 37 candidatos inscritos no início do processo, apenas 11 conseguiram superar todas as etapas e conquistar o brevê com a caveira cravada no peito.
Com a formação, o estado fortalece diretamente o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. Os novos operadores estão capacitados para atuar em ocorrências extremas, como gerenciamento de crises com reféns, contraterrorismo, desarme de artefatos explosivos, neutralização de agressores e operações em ambientes de selva e rios amazônicos.
Investimento em alta especialização
O secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, destacou que a conclusão do curso reflete a prioridade da gestão do Governo do Estado em investir na capacitação contínua das forças de segurança.
"Estamos entregando para a sociedade amapaense policiais extremamente preparados para intervir nos cenários de maior gravidade. O compromisso do Estado é garantir segurança ostensiva com inteligência e alto nível técnico. Formar esses profissionais no Amapá mostra a maturidade do nosso sistema de segurança, que não espera a criminalidade evoluir para agir", pontuou o secretário.
Preparo extremo
A rotina do II Copes submeteu os alunos a rigorosas fases rústica, técnica, policial e de operações. A baixíssima taxa de formação reforça o padrão exigido nas unidades de operações especiais de todo o país. O subcomandante-geral da PM, Coronel Patrick Costa, reforçou o orgulho da corporação com a entrega da nova turma.
"Essa conquista não é apenas dos 11 formandos, mas de toda a Polícia Militar e da população. O nível de exigência do Copes é projetado para garantir que, no momento de maior perigo, o policial mantenha o equilíbrio, a precisão e a eficiência técnica necessárias para salvar vidas", ressaltou o Coronel Costa.
Adaptação à realidade amazônica
Um dos grandes diferenciais desta edição foi a aplicação da doutrina de operações especiais adaptada à geografia do Amapá. O treinamento incluiu técnicas específicas de mergulho policial em águas escuras dos rios amazônicos, patrulhamento fluvial e ações em áreas isoladas.
Para o coordenador do II Copes, Major Henrique Oliveira, a conclusão com êxito consagra meses de planejamento e dedicação da coordenação e instrutores.
"Foram meses de estresse físico extremo e testes de resiliência psicológica. Chegar ao final com esses 11 novos operadores prova a excelência do curso, onde cada um deles provou ter a força de vontade e o compromisso ético e tático que o brevê das Operações Especiais exige", disse o Major Henrique.
Além dos policiais do Amapá, o curso contou com a integração de agentes de segurança de outros estados brasileiros e do Paraguai, promovendo a troca de doutrinas e fortalecendo a rede de segurança pública regional.
Comunicação: Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública
Cláudio Morais - Assessor de Comunicação
Contato: (96) 99204-4954
Fotos: Luiz Santana/Sejusp
Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!