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PREVENÇÃO

Amapá avança na segunda fase de elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo

Estratégia amplia planejamento permanente para prevenção e resposta aos incêndios florestais e deve deixar o Estado mais estruturado para o próximo período de estiagem.

Por Alexandra Flexa
07/10/2026 12h58
Participantes debatem ações de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios florestais

O Governo do Amapá avança na segunda fase de elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF/AP), uma estratégia que amplia para todo o ano o planejamento de prevenção, preparação e resposta aos incêndios florestais.

Representantes da GIZ apresentam contribuições para a elaboração do PMIF/AP

Coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), o documento está sendo construído com gestores, especialistas e instituições parceiras, a previsão é de que seja concluído em dezembro.

O plano faz parte de um conjunto de medidas adotadas pela gestão do governador Clécio Luís para antecipar a preparação do Estado para os períodos de estiagem durante o verão amazônico. Nos últimos anos, o Amapá registrou redução significativa nos focos de calor. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram:

  • 910 focos de janeiro a 11 de dezembro de 2025
  • 2.014 no mesmo período em 2024
  • Redução de 50%
  • Queda de 64% no mesmo período em 2023
Efeitos do El Niño e a estiagem severa aumentando o risco de propagação do fogo

Em 2026, porém, o cenário climático mudou, devido os efeitos do El Niño e a estiagem severa aumentando o risco de propagação do fogo. Dados da Plataforma Painel do Fogo Amapá, apontam que, entre 1º de agosto a 7 de outubro, 452 focos de calor no estado foram registrados, contra 133 no mesmo período de 2025.

Diante dessa realidade, a estratégia adotada é combinar monitoramento permanente, prevenção, fiscalização e combate direcionado às áreas com maior incidência, além do envolvimento das comunidades na identificação e prevenção das ocorrências.

“O governador Clécio Luís tem trabalhado com uma diretriz muito clara de antecipar as ações, e isso também se aplica à política ambiental. Nós não esperamos o período mais crítico para começar a agir. Desde o início do ano a Sema está em campo com educação ambiental, fiscalização e monitoramento, e agora segue revisitando os municípios onde os focos se concentram, enquanto os órgãos parceiros reforçam o combate. O Plano de Manejo Integrado do Fogo é mais uma ferramenta estratégica e vai deixar o Amapá estruturado para trabalhar a prevenção de forma permanente a partir de 2027”, afirma Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente.

Governo do Amapá monitora, previne, fiscaliza e combate áreas com maior incidência

Na estiagem deste ano, as ações de campo chegaram aos municípios de Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Calçoene, Tartarugalzinho, Pracuúba, Amapá e a Região dos Lagos, com atividades de educação ambiental e orientação a estudantes, agricultores e comunidades rurais. Em setembro, 988 famílias foram alcançadas pela programação preventiva.

Resposta operacional reforçada

O Corpo de Bombeiros Militar ampliou a presença em áreas consideradas prioritárias com a segunda fase da Operação Amapá Verde 2026, que integra o programa federal Protetor dos Biomas e mobiliza mais de 750 militares durante o período de estiagem.

A operação conta ainda com novas bases, equipamentos e, pela primeira vez, o uso de Auto Bomba Tanque Florestal em pontos críticos. A atuação se soma às ações da Delegacia Especializada em Crimes Ambientais (Dema), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Estratégia contou com a formação de 31 guarda-parques contratados pela Sema

Outro reforço foi a formação de 31 guarda-parques contratados pela Sema e capacitados pelo Corpo de Bombeiros para atuar como brigadistas durante a estiagem. Os profissionais receberam treinamento teórico e prático em prevenção, segurança, resgate e técnicas de combate ao fogo e devem apoiar as equipes em áreas prioritárias, especialmente nas unidades de conservação.

“O que estamos construindo agora é uma mudança de perspectiva. O fogo precisa ser tratado antes de se transformar em um grande incêndio, e isso exige conhecer o comportamento climático, a vegetação, os usos do solo e as características de cada área. O PMIF vai organizar essas informações e orientar as ações ao longo de todo o ano, não somente durante a estiagem. É uma ferramenta para planejar melhor onde prevenir, onde monitorar e onde concentrar a resposta”, explica Diego Furtado, coordenador de Clima da Sema.

Dados da Plataforma Painel do Fogo Amapá, apontam que, entre 1º de agosto a 7 de outubro, 452 focos de calor no estado 

Plano de Manejo Integrado do Fogo

O PMIF/AP segue as diretrizes da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei Federal nº 14.944/2024, e reunirá experiências do Estado em monitoramento, educação ambiental, fiscalização e combate, aliando conhecimento técnico e saberes locais para reduzir riscos e proteger comunidades e ecossistemas.

Com conclusão prevista para dezembro, a minuta final seguirá para formalização, análise do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) e posterior aprovação por decreto estadual, que também deverá instituir o Comitê Gestor responsável pelo acompanhamento da implementação do plano.

PMIF é uma estratégia que amplia para todo o ano o planejamento de prevenção, preparação e resposta aos incêndios

Alexandra Flexa
Assessoria de Comunicação - Sema/AP

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