Governo do Amapá alerta para o cuidado especializado que é fundamental no tratamento da obesidade
No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, nutricionista orienta sobre hábitos saudáveis e destaca a importância do acolhimento.
A obesidade é uma doença crônica que exige acompanhamento contínuo e cuidados que vão além da alimentação e do peso na balança. No Amapá, cerca de 30% da população vive com a condição, segundo dados informados pela nutricionista Deisy Pinheiro, que atua no Ambulatório de Cirurgias Bariátricas (BariSUS) do Governo do Estado.
Neste domingo, 11 de outubro, o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade reforça a importância da informação, da prevenção e do acesso ao tratamento adequado.
De acordo com a nutricionista, o desenvolvimento da doença envolve diferentes fatores, incluindo questões genéticas, hormonais, comportamentais, emocionais e sociais. Por isso, o tratamento deve considerar as necessidades e as condições de saúde de cada pessoa, sem atribuir a obesidade apenas à falta de disciplina ou força de vontade. O acompanhamento de uma equipe multiprofissional permite avaliar cada caso e estabelecer estratégias individualizadas para melhorar a saúde e a qualidade de vida.
Entre os cuidados recomendados estão priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de ultraprocessados, biscoitos recheados e bebidas açucaradas, além de incorporar atividades físicas à rotina conforme as possibilidades de cada pessoa.
O sono adequado e o acompanhamento profissional também fazem parte do cuidado. “Para prevenir a obesidade, não precisamos escolher alimentos difíceis ou caros, e sim fazer escolhas mais saudáveis”, orienta Deisy.
A atenção é importante porque a obesidade pode aumentar o risco de outras doenças, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e vários tipos de câncer. No ambulatório estadual, o atendimento reúne profissionais de nutrição, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia respiratória e motora, além de médicos especialistas em endocrinologia, nutrologia e clínica geral. Quando indicado, o paciente também pode ser avaliado para tratamento cirúrgico.
O acesso ao serviço especializado ocorre por encaminhamento médico a partir da Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente inicia o acompanhamento e passa por avaliação da equipe. Após chegar ao ambulatório, ele é avaliado e direcionado aos profissionais conforme as necessidades identificadas e os resultados dos exames.
Segundo Deisy, desde 2023, mais de 500 cirurgias bariátricas já foram realizadas, com uma média de 20 a 25 procedimentos por mês. A nutricionista destaca que buscar ajuda é um passo importante para o cuidado com a saúde.
O acompanhamento não se limita à redução de peso, mas também busca melhorar a mobilidade, a disposição e o bem-estar. Com orientação adequada e apoio profissional, é possível construir mudanças compatíveis com a realidade de cada paciente, respeitando suas limitações e necessidades ao longo do tratamento, ressalta a profissional.
Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!