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GESTÃO AMBIENTAL

Governo do Amapá conclui Plano de Proteção e avança na revisão do Plano de Manejo da Reserva do Rio Iratapuru

Instrumentos de gestão são construídos com participação das comunidades tradicionais, do Conselho Gestor e de instituições públicas para fortalecer a conservação da biodiversidade e a proteção da unidade de conservação.

Por Alexandra Flexa
15/10/2026 14h43
Moradores das comunidades da RDS participam da construção do Plano de Proteção e de Revisão de Manejo

O Governo do Amapá concluiu a versão final do Plano de Proteção da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru e avança na revisão do Plano de Manejo da unidade de conservação. Coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o processo reúne contribuições de povos e comunidades tradicionais, do Conselho Gestor e de instituições públicas para atualizar as estratégias de conservação e proteção da Reserva.

Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru

A participação dos moradores é fundamental para aliar a conservação ambiental à realidade de quem vive e trabalha na Reserva. A moradora da RDS, Cleiciane Marques, destaca como a participação na construção do Plano incentiva o envolvimento da comunidade.

Cleiciane Marques, moradora da RDS do Rio Iratapuru

“A gente tem muito orgulho de viver e trabalhar na RDS do Rio Iratapuru. Como extrativistas e monitores, sabemos que nosso trabalho ajuda a manter a floresta em pé, proteger a natureza e gerar renda para nossas famílias. Participar da construção do Plano unifica e incentiva ainda mais o engajamento da comunidade”, destacou Cleiciane.

Ao longo de 2026, oficinas participativas nas comunidades do entorno permitiram levantar informações sobre a realidade local, identificar ameaças e reunir propostas relacionadas à proteção territorial, à conservação da biodiversidade e ao uso sustentável dos recursos naturais.

O encontro reuniu representantes de comunidades tradicionais, poder público estadual e sociedade civil

A construção do Plano de Proteção também envolveu a articulação entre instituições das áreas ambiental, de segurança pública e de justiça, fortalecendo o diálogo e a cooperação para proteger a unidade de conservação.

“A participação das comunidades é fundamental para que os instrumentos de gestão reflitam a realidade da Reserva e contribuam para proteger o território e conservar a biodiversidade”, destaca Maíria Lopes, chefe de Unidade de Conservação e analista de Meio Ambiente.

Em três anos e 9 meses da gestão Clécio Luís, a RDS do Rio Iratapuru também alcançou reconhecimento internacional ao entrar para a Lista Verde, certificação que reconhece áreas protegidas com padrões de gestão e conservação, que se soma aos Planos de Proteção e de Revisão de Manejo.

Reunião de conclusão da elaboração do Plano da RDS

Para a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, esse avanço demonstra o compromisso da atual gestão em fortalecer a proteção e o desenvolvimento sustentável na Reserva.

“Na gestão do governador Clécio Luís, a RDS do Rio Iratapuru avançou significativamente, inclusive para o cenário internacional com o reconhecimento da Lista Verde, uma certificação que reforça a importância da conservação e da gestão efetiva da nossa unidade”, afirma Taísa Mendonça.

Próximas etapas

Com a conclusão do Plano de Proteção, a próxima etapa será a apresentação do documento ao Conselho Gestor, durante reunião extraordinária prevista para 5 de novembro, em Laranjal do Jari.

O Plano garante a proteção e uso responsável dos recursos naturais, além de fortalecer a governança ambiental

Entre os dias 6 e 11 de novembro, uma oficina geral reunirá representantes das comunidades, conselheiros e instituições envolvidas na gestão da Reserva para consolidar as contribuições à revisão do Plano de Manejo. A versão resultante deverá ser submetida à apreciação do Conselho Gestor, com apresentação prevista para o fim de novembro, conforme o cronograma estabelecido.

Os dois instrumentos orientam o planejamento e a gestão da RDS do Rio Iratapuru, contribuindo para organizar ações de proteção territorial, conservação ambiental e manejo sustentável dos recursos naturais.

A proposta das oficinas participativas buscou tornar o plano mais estratégico com o olhar de quem vive em contato com a natureza, destacando os saberes tradicionais

De acordo com a coordenação, a participação comunitária e a articulação entre instituições são fundamentais para alinhar as estratégias de gestão às necessidades atuais da unidade de conservação.

Alexandra Flexa - Sema

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