Agência de Notícias do Amapá
portal.ap.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
LOCALIDADES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A

Deficiente auditiva é assistida pela Defenap em processo de adoção

Defensora pública, intérprete de Libras, auxiliou deficiente auditiva na comunicação durante audiência no município de Tartarugalzinho.

Por Redação
13/04/2018 10h46

Apesar da dificuldade de compreensão, devido à moça não ser alfabetizada em libras, a defensora pública transmitir o desejo da mãe biológica em conceder a guarda da crinça

É um direito fundamental de todo cidadão brasileiro, garantido pela Constituição Federal, contar com assistência jurídica gratuita e acesso a um profissional de Direito. Em cumprimento a esse papel, a Defensoria Pública do Amapá (Defenap) participou, nesta quinta-feira, 12, de uma audiência no Fórum do município de Tartarugalzinho prestando assistência, através de uma defensora intérprete de Libras, a Joice Costa Barbosa, que é deficiente auditiva, em um processo de adoção.

O processo trata sobre o pedido de guarda do filho de Joice que ela colocou para adoção quando a criança ainda tinha três meses de vida. Hoje está com quatro anos.

Apesar da dificuldade de compreensão, devido a moça não ser alfabetizada em Libras, a defensora pública Ana Carolina de Maia Barreto conseguiu cumprir seu papel de transmitir o desejo da mãe biológica em conceder a guarda definitiva para a família que apresentou desejo em adotar a criança.

De acordo com a defensora, apesar de ter sido a primeira audiência com a necessidade desse tipo de acompanhamento, não foi a primeira vez que ela realizou o atendimento de uma pessoa deficiente auditiva pelo Estado. “A Defensoria Pública do Amapá está preparada para prestar esse tipo de assistência e garantir o direito de todo o cidadão de ter acesso à um profissional de justiça, incluindo também as pessoas com alguma necessidade especial”, frisou.

O juiz titular do Fórum Comarca de Tartarugalzinho, Heraldo Nascimento Costa, considerou a assistência prestada pela defensoria essencial para a conclusão do processo. “Se não fosse pelo auxílio da defensora na comunicação com a requerida, seria difícil compreender a concordância dela com a ação de adoção”, ressaltou o juiz.

A família já possuía a guarda provisória da criança, e a audiência serviu para oficializar a adoção do menor, por esse motivo existia a necessidade de se transmitir o posicionamento da mãe biológica para a conclusão do processo.

Inclusão

Outro caso de inclusão recente foi de Yrapoti das Neves Santos Maciel, assistida Defenap em processo que tramitou na 5ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá para reintegração de posse de seu imóvel. Desde o início da ação, a mulher transgênero vinha sendo tratada pelo seu nome civil, Raimundo, no entanto a defensoria garantiu que se seu nome social que constasse em definitivo no sistema da Justiça Estadual.

Além deste caso, em 2015 o Estado assistiu a primeira ação envolvendo mudança de nome e de sexo na certidão de nascimento, mesmo sem ter a mulher transgênero Thabhatha Freire, 27 anos, feito cirurgia para mudança biológica de sexo. O pedido de retificação do registro civil de nascimento foi feito em outubro de 2014 pela Defenap. A Decisão inédita do processo que tramitava na 3ª Vara Cível de Macapá foi emitida em 20 de maio de 2015 pela Justiça.

Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Tá no ZAP ==> Entre no grupo de WhatsApp e receba notícias em primeira mão aqui!