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Amapá propõe inclusão do Programa Tesouro Verde no Consórcio Interestadual da Amazônia

Proposta é para que os estados membros consorciados, também dividam a receita do programa. Só o AP tem R$ 13,2 bilhões em créditos florestais.

Por Redação
28/03/2019 16h29

Programa Tesouro Verde foi apresentado pelo secretário de Planejamento do Amapá, Eduardo Tavares, na Câmara do ConsórcioPrograma Tesouro Verde foi apresentado pelo secretário de Planejamento do Amapá, Eduardo Tavares, na Câmara do Consórcio

O Amapá quer compartilhar com os estados membros do Bloco Amazônico, uma nova fonte de arrecadação de recursos, criada pelo governo amapaense para amenizar os impactos da crise econômica e a constante frustração do Fundo de Participação dos Estados (FPE), comum aos estados da Amazônia Legal. Essa fonte é proposta do Programa Tesouro Verde, lançado em 2018, que visa a arrecadação através de créditos de florestas negociados no mercado financeiro. 

O programa foi apresentado nesta quinta-feira, 28, pelo secretário de Planejamento do Amapá, Eduardo Tavares, na Câmara Setorial do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável – reunião técnica que antecede o encontro dos chefes dos Executivos no 17º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, confirmado para esta sexta-feira, 29, em Macapá. Além do 17º Fórum de Governadores, o Tesouro Verde também foi apresentado em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Noruega e Rússia.

De acordo com Tavares, a proposta do governo amapaense é para que os estados membros consorciados, também dividam a receita do Tesouro Verde. O Amapá tem em seu patrimônio R$ 173 milhões em créditos de floresta, registrado na contabilidade como ativos intangíveis, graças à preservação de mais de 90% de sua cobertura florestal.

“Basicamente, com a entrada de mais estados no Programa, esses créditos e essa potencial arrecadação aumentariam mais ainda, e todos os estados ganhariam. O ativo ambiental, especialmente florestal, de cada estado, passaria a compor o fundo do programa e as vantagens seriam para todos”, analisou o secretário de Planejamento do Amapá.

Como funciona

Para que os créditos florestais tornem-se recursos e compensem os estados por sua preservação, as empresas devem obter o Selo Sustentabilidade, pelo qual pagam um valor negociado em euro no mercado de commodities. Para obter a certificação, as empresas devem entrar na plataforma do programa, em http://www.plataformatesouroverde.com.br/compraSelo/AP, e preencher os dados do quanto elas geraram de resíduos (lixo), do quanto queimaram (consumiram) de combustível e do quanto gastaram de energias hídricas e elétricas no período de 1 ano.

Esses três critérios (geração de resíduos, consumo de combustível e de energias hídrica e elétrica) são os fatores que o Tesouro Verde considera como os impactos ambientais (pegada ambiental) em detrimento ao funcionamento de uma empresa. Estes impactos devem ser compensados a quem preserva o meio ambiente, como é o caso do Amapá.

A plataforma, então, calcula quantos créditos de compensação devem ser adquiridos do estoque amapaense pela empresa para que ela faça a compensação do impacto anual gerado por ela com a geração de lixo e o consumo de combustíveis e energia, oriundos de exploração de recursos naturais que geram impactos ambientais.

O valor de cada unidade de crédito a ser pago é dado pela cotação diária das bolsas de valores onde o Programa Tesouro Verde está credenciado a vender seus créditos. Efetuado o pagamento, a empresa está apta a receber o Selo Sustentabilidade, que comprova o seu compromisso e ética ambientais com os recursos naturais do mundo.

Do crédito comercializado, o pagamento é dividido entre a arrecadação estadual, a operadora (a bolsa de valores pela qual a transação foi efetivada) e para os responsáveis por projetos de iniciativa privada que trabalhem com preservação ambiental e para o dono da terra.

O Amapá está em tratativas avançadas para incluir o programa na bolsa de valores de Luxemburgo, o que levará o Tesouro Verde do Amapá até os principais mercados mundiais, sobretudo, o europeu que é de onde costumam vir os maiores financiamentos ambientais do mundo. Os produtores rurais também poderão ingressar como signatários da plataforma para comercializar créditos ambientais gerados em sua propriedade e receber por isto.

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