Amapá encerra Conferência Estadual de Meio Ambiente com aprovação de 20 propostas e eleição de 30 delegados para etapa nacional
Em dois dias, evento reuniu 400 pessoas, entre representantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado empresarial.

O Amapá, escolheu, nesta quarta-feira (26), os 30 delegados dos segmentos sociedade civil, poder público e setor privado, que representarão o estado na 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília (DF). A eleição ocorreu durante a Conferência Estadual que, em dois dias, reuniu 400 pessoas. Às vésperas da COP30, o encontro marca um novo ciclo para a gestão ambiental, conservação e desenvolvimento sustentável do estado.
CONFIRA AS 20 PROPOSTAS APROVADAS
No encerramento do encontro, a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça, ressaltou o processo como um ato democrático produtivo em relação às atividades desenvolvidas pelos participantes da Conferência.

"Esta Conferência foi algo histórico no Amapá, com uma grande participação social ativa dos agentes envolvidos, todos com o compromisso de fortalecer a gestão ambiental, colaborar para elaboração de políticas públicas ambientais no enfrentamento das mudanças climáticas. Além disso, os delegados eleitos tem a missão de ser a voz do Amapá no debate nacional e na COP30, defender e propor alternativas conforme a realidade do estado diante dos desafios da emergência climática", destacou a secretária.
Entre os 30 delegados eleitos, tem representantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado empresarial. No processo, foram garantidas as representações das comunidades tradicionais, povos originários e de origem afro.

"O processo democrático foi um sucesso, entre os delegados eleitos nós temos pessoas que são ambientalistas, quilombolas, indígenas e gestores públicos que há anos estão presentes nas lutas ambientais. Então, o Amapá agora segue para etapa nacional, um importante momento para falar com propriedade sobre nossas particularidades e, ainda, colaborar e destacar o exemplo de sermos o estado mais preservado do país e defender propostas que garantam o equilíbrio do meio ambiente e da sustentabilidade", ressaltou o secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos.
Essa é a história da agricultora quilombola e presidente da Associação dos Produtores Agroextrativistas do Assentamento Maracá de Mazagão, Maria José de Freitas, de 46 anos, eleita como uma das representantes dos povos tradicionais quilombolas.

"Esse é um momento único, para mim é uma honra poder representar a minha região e o meu Amapá em Brasília na Conferência Nacional, sendo a voz do meu povo e dos agricultores, dos agroextrativistas que trabalham cultivando a terra, uma de nossas maiores riquezas. Tivemos um grande apoio que demonstra a união do movimento social e compromisso do Governo do Estado, do governador Clécio Luís, que nos representa dignamente nas questões ambientais e na sustentabilidade", afirmou a agricultora.
Propostas
O Governo do Amapá promoveu um amplo diálogo sobre as questões ambientais. O encontro contou com a participação de 15 municípios, que debateram os cinco eixos temáticos que buscam organizar as propostas em relação às mudanças do clima com foco em mitigação, adaptação e preparação para desastres, transformação ecológica, justiça climática, governança e educação ambiental.

Em plenária realizada no encerramento do encontro, também foram votadas quatro proposições de cada eixo temático, somando 20 propostas, que serão levadas para a Conferência Nacional, realizada no período de 6 a 9 de maio, em Brasília (DF). As diretrizes que serão apresentadas são fundamentais para fortalecer ações locais e regionais em todo o país, além de serem preparativos para a COP30, a "COP da Amazônia", que este ano acontece em Belém, no Pará.
Entre as propostas que norteiam as diretrizes ambientais, a plenária geral aprovou a exploração do petróleo e gás na Margem Equatorial. A proposta afirma a exploração de forma sustentável para financiar a transição energética, justa e ecológica, além de garantir medidas compensatórias e uma repartição justa, respeitando as comunidades tradicionais.
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