‘É a conexão do Amapá com os grandes mercados mundiais’, diz governador Clécio Luís na chegada do primeiro navio de cargas da China em Santana
A rota direta entre o Porto de Gaolan e o Porto de Santana fortalece a integração logística internacional, reduz custos, amplia exportações e consolida o Amapá como porta estratégica para produtos brasileiros.

A chegada do primeiro navio de contêiner da China ao Amapá neste sábado, 30, simboliza, para o governador Clécio Luís, um momento histórico que marca e divide a história econômica do estado com a entrada, de fato, no mercado internacional e a consolidação de um ambiente político e econômico formidável.

“É a conexão do Amapá com os grandes mercados mundiais, por meio da nossa vocação logística e portuária, especialmente em Santana. O custo dessa viagem reduz significativamente, tornando o estado um dos mais competitivos para trazer cargas ao Brasil, internalizá-las e também exportar nossos produtos, sobretudo para os mercados asiáticos’’, destacou Clécio Luís durante a agenda em Santana.

Os navios que chegam ao Amapá têm, em média, 200 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 50 mil toneladas e 2,6 mil contêineres por viagem. Eles podem trazer ao estado insumos para a instalação de indústrias e atender futuramente à cadeia da indústria do petróleo. Para ampliar a competitividade, o Governo do Estado criou programas de incentivos fiscais que reduzem em até 40% o custo de entrada desses produtos pelo Amapá.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou que a nova rota marítima direta entre o Porto de Gaolan (Zhuhai), no Sul da China, e o Porto de Santana, é resultado de um esforço diplomático que envolveu diretamente os presidentes Lula e Xi Jinping. Para o ministro, a inclusão do Amapá no Arco Norte logístico fortalece não apenas o estado, mas também a Amazônia e o Centro-Oeste do Brasil.

“Essa conquista é fundamental não apenas para Santana e o Amapá, mas para todo o Brasil. O sojeiro que quiser vender soja para a China poderá embarcar em Santana com uma redução de mais de US$ 7,8 por tonelada. Além disso, a China tem grande interesse nos produtos da bioeconomia, e o Amapá e a Amazônia passam a ganhar protagonismo em cadeias como o açaí, cacau, café, mel e castanha”, explicou Goés.

Segundo o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, a iniciativa reforça o papel de união entre diferentes atores políticos em prol do desenvolvimento do Amapá.

“O que nós estamos fazendo hoje aqui não é pouca coisa. É um fato histórico que ficará registrado na história do Amapá, resultado do esforço de todos que, com conversa e diálogo, buscaram estabelecer uma relação com uma das maiores potências do planeta, a partir da relação com o nosso país. Sob a liderança do Clécio, do prefeito Bala, com o apoio de todos nós e com o Waldez coordenando, fomos à China para apertar a mão e dizer: contamos com vocês, queremos vocês no Amapá e no Brasil”, falou Davi.
Ampliando relações comerciais
A nova rota promete reduzir o tempo de transporte em até 30 dias e diminuir os custos logísticos em mais de 30%, além de impulsionar o comércio bilateral entre Brasil e China. A medida também promove a integração logística internacional, consolidando o Porto de Santana como uma porta estratégica para o comércio exterior, estimulando o crescimento da movimentação portuária, a geração de empregos e o fortalecimento da economia local.

O vice-presidente da Câmara de Desenvolvimento Econômico Brasil-China, Levi Martins, destacou que a instituição atua há 23 anos no Brasil e é a representante oficial da Rota da Seda no país, iniciativa chinesa que envolve 167 países. No Brasil, a Câmara administra um crédito de US$ 3 milhões para investimentos, que podem ser destinados a empresas chinesas, brasileiras ou amapaenses.
Levi ressaltou ainda a importância da nova rota marítima para o Amapá, classificando-a como estratégica para reduzir custos, encurtar prazos e ampliar as trocas comerciais entre Brasil e China
“O protocolo que permitiu a atracação dos navios chineses no Amapá é muito importante e estratégico. Sem esse tipo de conexão, tudo demora mais, o custo é maior. A decisão de hoje é significativa para o futuro do Amapá: reduz tempo, diminui custos, amplia a entrada de novos produtos e também fortalece as exportações locais para a China”, falou Levi.
A visita ao navio, realizada na Companhia das Docas de Santana, contou com a presença de diversas autoridades, como o senador Randolfe Rodrigues; do prefeito de Santana, Bala Rocha; dos deputados estaduais Júnior Favacho, Jesus Pontes e Jory Oeiras; e da deputada federal Aline Gurgel.

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