Agência de Notícias do Amapá
portal.ap.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
LOCALIDADES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
CULTURA E TRADIÇÃO

Com apoio do Governo do Estado, apresentações culturais e artísticas reforçam valorização da identidade de Mazagão Velho

Grupos subiram no palco Biló Nunes para coroar o dia dedicado à memória e história da cidade. Programação também incluiu alvorada, cortejos e solenidade cívica.

Por Gabriel Penha
26/01/2026 11h40
Crianças do grupo Raízes do Marabaixo Infantil mostram que desde cedo já participam da cultura local

Apresentações culturais e artísticas marcaram um dos pontos altos das comemorações dos 256 anos da vila de Mazagão Velho, na noite de sexta-feira, 23. O evento foi realizado pela comunidade local e pela Prefeitura de Mazagão, com apoio do Governo do Estado.

Governador Clécio participa dos 256 anos de Mazagão Velho e reafirma apoio à preservação da história e da cultura do Amapá

As primeiras a se apresentarem no palco foram as crianças do grupo Raízes do Marabaixo Infantil. Criado em 2005 por moradores para manter a tradição, o grupo já formou gerações de cantadores de ladrões (versos) e tocadores de caixa de marabaixo, manifestação oficialmente reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil.

Apresentações de grupos culturais marcaram um dos pontos altos das comemorações dos 256 anos de Mazagão Velho
Crianças do grupo Raízes do Marabaixo Infantil mostram que desde cedo já participam da cultura local

O grupo São Sebastião, de Mazagão Novo, foi o segundo a subir ao Palco Intercontinental Biló Nunes. Foliões e foliãs levaram a bandeira ao som do tambor e empolgaram o público. Da própria vila, o grupo Raízes do Marabaixo evidenciou a força da cultura local nas vozes de Yone, Josely, Lucidéia e José.

“O grupo é heterogêneo, composto por crianças, jovens e adultos da comunidade. Levamos o nome da nossa vila de Mazagão Velho a eventos como o Encontro dos Tambores”, destaca a coordenadora do Raízes, Nazaré Jacarandá.

Em seguida, os foliões de São Benedito (de Mazagão Novo) levaram o som do batuque para o palco. Na sequência, apresentou-se o grupo Marabaixo da Gungá, que leva o nome artístico de sua idealizadora e coordenadora, Rosângela Silva, figura de destaque na cultura mazaganense.

O último grupo a se apresentar foi o Batuque do Ajudante, vindo da comunidade homônima. Criado há 10 anos, o grupo reúne o núcleo familiar do casal João Arruda da Câmara e Maria da Anunciação Barreto, além de moradores de vilas adjacentes, contribuindo expressivamente para a difusão da cultura regional.

Grupo Cultural Batuque do Ajudante durante apresentação
Cantora e compositora Verônica dos Tambores levou ao palco músicas autorais que viraram hinos de Mazagão Velho

A primeira atração musical da noite foi a cantora Verônica dos Tambores. A artista empolgou o público com músicas autorais como “Fumaça da Coivara”, “São Tiago me chamou”, “Vem conhecer Mazagão” e “Romaria”, além de “Mestre Jorge na Batalha”, que exalta o legado de seu pai, o saudoso Jorge Silva, o Mestre Jorge.

Fechando a parte cultural, apresentou-se a Banda Placa, liderada por Carlos Augusto, o “Carlitão”. No repertório, as marchinhas deram a tônica do Carnaval do Povo, anunciando a proximidade da folia, além de canções que retratam a história local. Os músicos ainda fizeram uma homenagem póstuma ao senhor Biló Nunes, cuja fala icônica se transformou em um símbolo de resistência de Mazagão Velho. A programação encerrou com o show de Willy Lima e a aparelhagem Amazônia Fuzion, já na madrugada de sábado, 24.

As estruturas de som, iluminação e telão foram garantidas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Liderada pelo músico Carlitão, a Banda Placa levou marchinhas de carnaval e músicas que retratam a cultura local

Uma cidade “transplantada” para o Amapá
Foram três dias de festividades para celebrar os 256 anos de Mazagão Velho. A programação incluiu alvorada, cortejos, solenidade cívica e apresentações culturais, contando com a presença do governador Clécio Luís no dia principal, 23 de janeiro.

O lugar detém uma história peculiar que une três continentes: Europa, África e América do Sul. No século XVIII, a cidade de Mazagão, uma colônia portuguesa no Marrocos, foi desativada e transferida para o Brasil em decorrência de conflitos político-religiosos na região. Fundada pela Coroa Portuguesa em 23 de janeiro de 1770, recebeu o nome de Nova Mazagão para abrigar as cerca de 360 famílias que atravessaram o Oceano Atlântico para habitar a Amazônia.

Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Siga o canal do Governo do Amapá no WhatsApp e receba notícias em primeira mão!

ÁREA: Cultura