'A batalha continua em casa com mais esperança', diz mãe de bebê que recebe alta do Hospital da Criança e do Adolescente
Dilzilene e o filho, Haniel, deixam a Unidade de Cuidados de Longa Permanência e seguem para o aconchego de casa. Com eles, equipamentos e insumos necessários, garantidos pelo Governo do Amapá para o cuidado domiciliar integral.
Depois de sete meses vivendo entre monitores, rotinas rígidas e longas esperas, o pequeno Haniel Levy Almeida, de apenas 7 meses, deixou na tarde desta segunda-feira, 26, a Unidade de Cuidados de Longa Permanência (UCLP) do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA). A alta médica não marca apenas a saída do hospital, mas o início de um novo capítulo para ele e para a mãe, Dilzilene Almeida Evaristo, de 36 anos, que atravessou praticamente sozinha esse período desde o nascimento do filho, marcado por internação, cirurgia e muitos desafios emocionais.
Haniel nasceu prematuro, com 36 semanas, apresentando síndrome de Down — descoberta apenas no momento do parto — e precisou ser internado desde os primeiros momentos de vida. Foram cinco meses de UTI e outros dois na UCLP. Durante esse tempo, Dilzilene dividiu os dias entre o cuidado constante com o bebê e o enfrentamento silencioso do medo e da incerteza, enquanto o pai da criança trabalhava no município de Chaves, no Pará.
“Não é uma coisa fácil, né? Foi só eu, ele e Deus. Teve momentos em que achei que não ia aguentar”, relembra.
A força para seguir veio também do suporte recebido dentro do HCA. “O apoio que tive aqui foi essencial. Médicos, enfermeiros, psicólogos… eles me acolheram nos momentos mais difíceis. Teve dia em que eu estava muito abalada, e foram eles que me ajudaram a levantar”, conta a mãe, emocionada. Para ela, o cuidado foi além do tratamento clínico e alcançou o lado humano da permanência hospitalar.
Com a alta, mãe e filho seguem agora para a casa de familiares, no bairro Pacoval, em Macapá, levando equipamentos e insumos necessários para a continuidade do tratamento domiciliar. Dilzilene reconhece o papel do poder público nesse momento decisivo.
“O Governo do Amapá está garantindo os aparelhos, gazes e ataduras que meu filho precisa agora em casa. Isso dá segurança para seguirmos esse cuidado fora do hospital, com mais tranquilidade”, destaca a mãe.
Mais confiante, Dilzilene resume o sentimento que acompanha a despedida da UCLP: “Hoje, minha fé está mais forte do que nunca. A gente ainda tem uma batalha pela frente, mas agora é em casa, com mais esperança e a certeza de que tudo vai dar certo”, confia.
Cuidado integral
Haniel nasceu também com cardiopatia congênita, condição que exigiu uma cirurgia cardíaca realizada em São Paulo, via Tratamento Fora de Domicílio (TFD). De volta ao Amapá, ele permaneceu em acompanhamento contínuo no HCA, com foco na estabilização clínica e no ganho de peso.
De acordo com o pediatra do HCA, Cleison Brasão, o bebê recebeu alta em condições estáveis e com toda a estrutura necessária para a continuidade do cuidado em casa.
“Cada criança que recebe alta da UCLP sai com os equipamentos e insumos compatíveis com sua necessidade clínica. No caso do Haniel, ele vai com concentrador de oxigênio, além de insumos, garantindo segurança no cuidado domiciliar”, explica o médico.
Ele destaca que esse suporte faz parte do protocolo institucional para pacientes egressos da UCLP do HCA, assegurando um cuidado integral e individualizado.
“Ele não é uma criança dependente de oxigênio, mas esses recursos ajudam em momentos específicos, como durante a aspiração, evitando qualquer descompensação. A mãe foi orientada e segue com acompanhamento contínuo da equipe sempre que houver necessidade”, conclui.
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