O Amapá consolida protagonismo nacional em conservação com investimento de R$ 5,1 milhões do Floresta+ pagos a agricultores familiares
Política pública ambiental transforma preservação em oportunidade, assegura dignidade às famílias do campo e amplia o protagonismo feminino na zona rural.
Reforçando o compromisso com quem vive da terra e protege a floresta, o Governo do Amapá assegura sua posição de destaque na conservação ambiental ao receber o reconhecimento nacional concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) a 368 agricultores familiares do estado, no âmbito do projeto Floresta+ Amazônia. Neste terceiro lote, o primeiro de 2026, o montante repassado é de R$ 5,1 milhões.
"Aqui o olhar é para o pequeno produtor, para os agricultores e agricultoras que produzem alimento da nossa mesa e, ao mesmo tempo, ajudam a preservar a floresta. Reconhecer esse papel da agricultura familiar é fundamental, porque quem vive da terra também é quem preserva. Entre tantos, esse é um dos programas mais bonitos e modernos que temos, pois investe em quem preserva e produz de forma sustentável. Hoje, o Amapá já é o estado mais preservado do país, com 97% de cobertura vegetal, e também o mais protegido, com 73,5% do território sob algum tipo de proteção. Além disso, somos o estado que menos desmata no Brasil pelo terceiro ano consecutivo, com apenas 0,34%, o menor índice do país”, celebrou o governador Clécio Luís.
A entrega dos certificados valoriza homens e mulheres que mantêm a floresta em pé e transformam a preservação em desenvolvimento sustentável, com geração de renda para suas famílias. O evento, que marca a certificação do maior valor já recebido pelo programa, foi realizado nesta quinta-feira, 5, no auditório do Sebrae Amapá, em Macapá.
De acordo com dados do MMA, os agricultores contemplados nesta edição mantêm preservados 19,1 mil hectares de vegetação nativa, dentro de uma área total contemplada de 21,3 mil hectares. O reconhecimento ocorre por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), política pública que remunera quem conserva a floresta em pé.
A diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, Roberta Cantinho, destacou a importância do pequeno agricultor para a conservação ambiental.
"Mais uma vez estamos aqui no Amapá de casa cheia, celebrando esse momento com R$ 5,1 milhões em pagamentos por serviços ambientais. Somados a este terceiro lote, já são mais de R$ 8 milhões destinados ao estado, o que mostra que a política pública ambiental alcança quem preserva e quem cuida", enfatizou.
Referência nacional em conservação
Em nível nacional, o Amapá consolidou-se como referência na conservação de remanescentes florestais na agricultura familiar, alcançando, no último ano, um dos maiores números de beneficiários do projeto. Entre os estados participantes, o Amapá ocupa a segunda posição em volume de recursos destinados aos agricultores, ficando atrás apenas do Pará, maior estado da Amazônia Legal.
Esse desempenho evidencia a capacidade técnica das equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a coordenação local do projeto Floresta+, resultando na eficiência da gestão estadual e na execução das políticas ambientais que beneficiam quem mais precisa.
Ao todo, produtores rurais de 13 municípios foram contemplados: Amapá, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Calçoene, Ferreira Gomes, Itaubal, Macapá, Mazagão, Porto Grande, Pracuúba, Santana, Tartarugalzinho e Oiapoque.
Pela primeira vez no estado, três agricultores dos municípios de Mazagão, Amapá e Macapá receberam o teto máximo de R$ 28 mil. Para os demais beneficiários, a média de pagamento é de R$ 14.370. Em 2025, o segundo lote destinou R$ 3,5 milhões a 227 trabalhadores rurais. Somadas as duas edições, os pagamentos já alcançaram R$ 8,5 milhões em investimentos.
O assessor técnico de projeto do PNUD, Carlos Henrique Casteloni, explica que os agricultores contemplados não são apenas beneficiários, mas provedores de serviços ambientais:
"São provedores os agricultores e agricultoras familiares, proprietários ou possuidores de imóveis rurais na Amazônia que conservam a floresta, mantendo os remanescentes de vegetação nativa", explicou Carlos Henrique.
Os pagamentos são depositados diretamente na conta bancária informada no ato da inscrição. O programa atende agricultores com áreas de até quatro módulos fiscais, com remunerações que variam de R$ 1,5 mil a R$ 28 mil, conforme a extensão preservada e o cumprimento dos critérios estabelecidos.
Mulheres pela conservação
O protagonismo feminino também marca os resultados no estado. Mais de 44,3% dos contemplados no Amapá são mulheres, evidenciando o papel estratégico dessas empreendedoras e trabalhadoras do campo na conservação ambiental e no fortalecimento da agricultura familiar sustentável.
Floresta+Amazônia e inscrições
O projeto garante remuneração financeira a agricultores familiares pela preservação da vegetação nativa. É uma iniciativa de cooperação internacional do Governo Brasileiro, por meio do MMA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Os recursos são oriundos dos resultados alcançados pelo Brasil na Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).
"O programa une conservação e geração de renda, fortalecendo a economia verde e valorizando quem protege os recursos naturais", destacou Alan Góes, coordenador local do Floresta+ Amazônia.
O edital do PSA segue com inscrições abertas até 31 de julho. Para participar, o agricultor deve estar com a documentação pessoal e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizados, principal instrumento de identificação das áreas elegíveis. O acesso pode ser feito pelo site do projeto Floresta+ Amazônia ou diretamente nas ações itinerantes da Sema, que percorrem os municípios do estado.
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