Mãe e filha compartilham amor pela saúde pública e rotina intensa na enfermagem do Hospital de Emergência de Macapá
Vânia Serra atua há 16 anos no HE, onde viu a filha, Valéria, seguir os mesmos passos; hoje elas dividem plantões e o cuidado com os pacientes.
Os corredores do Hospital de Emergência (HE), em Macapá, guardam histórias de superação, cuidado e dedicação. Entre elas está a da técnica de enfermagem Vânia Serra, de 44 anos, que, no dia 16 de junho, completa 16 anos de atuação na unidade e hoje vive a emoção de dividir a profissão com a filha, a enfermeira Valéria Serra, de 26 anos.
A relação com a saúde começou cedo dentro da família. Segundo Valéria, acompanhar a mãe nos plantões ainda na infância despertou o desejo de seguir o mesmo caminho profissional.
“Minha mãe é minha inspiração. Eu vinha pra cá ainda moleca, acompanhando ela e percebendo o quanto ela ama a profissão. Eu sempre quis ser igual a ela, ver ela trabalhando”, relembra a enfermeira.
Atualmente supervisora de enfermagem, Valéria afirma que compartilhar a rotina hospitalar ao lado da mãe torna a profissão ainda mais especial.
“Compartilhar esses momentos com a minha mãe é muito gratificante. Já são quatro anos de formação, tive a oportunidade de estagiar aqui e amo minha profissão. Eu gosto desse combustível, cuidar da vida de alguém”, destaca.
O exemplo dentro de casa foi decisivo para a escolha profissional. Segundo ela, ver a dedicação da mãe no atendimento aos pacientes sempre serviu de motivação.
“Ela é minha inspiração. Ver ela trabalhando, atuando na profissão e gostando do que faz sempre me motivou”, completa.
Para Vânia, ver a filha seguindo os mesmos passos é motivo de orgulho e emoção. A técnica de enfermagem lembra que sempre buscou demonstrar amor e responsabilidade no trabalho, sem imaginar que serviria de inspiração dentro da própria casa.
“Eu nunca imaginei que ela fosse seguir exatamente a mesma profissão, mas fico muito feliz e orgulhosa. Sempre trabalhei com muito amor, porque aqui a gente aprende a lidar com vidas, com pessoas que chegam precisando de ajuda e acolhimento. O HE faz parte da minha história. São 16 anos vivendo muitos momentos difíceis, mas também muitas conquistas e aprendizados”, relata Vânia.
Ela conta que, mesmo diante da rotina intensa da urgência e emergência, nunca perdeu a paixão pela enfermagem.
“Aqui eu consigo ajudar as pessoas. Quando a gente vê um paciente melhorando, recebendo alta ou simplesmente sendo bem acolhido, isso não tem preço. É cansativo às vezes, mas é uma profissão que eu amo e faria tudo de novo”, afirma.
A vocação para a saúde se espalhou entre outros integrantes da família. Em tom descontraído, Valéria brinca sobre a quantidade de profissionais da área entre os parentes.
“Se bobiar, a gente monta um hospital”, brinca a enfermeira.
Histórias como a de Vânia e Valéria reforçam o lado humano da saúde pública e mostram como dedicação, acolhimento e amor pelo cuidado podem inspirar novas gerações dentro e fora do ambiente hospitalar.
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