Saúde chega ao Tumucumaque com ação integrada do Governo do Amapá em terras indígenas
Ação integrada leva especialistas, exames e atendimento multiprofissional para comunidades indígenas do parque nacional, a cerca de 620 quilômetros de Macapá.
No coração do Parque do Tumucumaque, a cerca de 620 quilômetros de Macapá, a Aldeia Bona se transformou em um espaço de cuidado, acolhimento e fortalecimento dos povos indígenas Wayana e Aparaí. A ação integrada de saúde, que iniciou na segunda-feira, 11, e segue até quinta-feira, 14, nasceu da preocupação das próprias lideranças indígenas com as dificuldades enfrentadas pelas comunidades para acessar serviços especializados de saúde.
“Pensamos nessa ação olhando para a realidade do nosso povo. O acesso à cidade é muito difícil e muitas comunidades não conseguem chegar até os serviços de saúde. Então reunimos parceiros e comunidades para trazer esse atendimento até a aldeia, principalmente pensando no bem-estar das mulheres e na necessidade de atendimento com especialistas”, destacou a coordenadora da Associação das Mulheres Indígenas Wayana e Aparaí e chefe da equipe multiprofissional do Coesi, Serieuru Pupuri Aparaí.
Médicos, enfermeiros, biomédicos, técnicos e demais profissionais atuaram de forma integrada para atender famílias que vivem longe dos centros urbanos e enfrentam dificuldades de deslocamento por conta da ausência de estradas e do acesso limitado aos serviços públicos.
Entre os principais articuladores da ação estão o casal de lideranças indígenas Arinaware Wayana Aparaí e Serieuru Pupuri Aparaí, que acompanharam de perto toda a construção da mobilização voltada às comunidades da região.
Arinaware destacou que a iniciativa representa um momento histórico para os povos indígenas do Tumucumaque.
“Essa ação foi pensada a partir da articulação das mulheres indígenas e liderada pela associação dos povos indígenas, em parceria com o Governo do Estado, por meio do Coesi, além do DSEI e da Funai. Foi a primeira vez que conseguimos realizar uma atividade tão grande em conjunto, levando atendimento para os parentes que muitas vezes não conseguem chegar até a cidade. Para nós é muito gratificante, porque durante muito tempo ficamos invisíveis pela dificuldade de acesso. Essa contribuição é muito importante e esperamos que outras ações como essa continuem chegando às comunidades”, ressaltou.
Serieuru também destacou a importância do apoio institucional para tornar possível uma ação de grande porte dentro da floresta.
“Estou muito feliz porque conseguimos tirar esse projeto do papel e trazer equipes para atender o nosso povo dentro da comunidade. É importante que os parceiros conheçam nossa realidade, porque aqui não temos estrada e o deslocamento é muito difícil. Essa atividade coletiva mostra que, quando trabalhamos juntos e temos apoio do Governo do Estado e das instituições parceiras, conseguimos levar cuidado, acolhimento e dignidade para as famílias indígenas”, completou.
A mobilização foi articulada pela Associação das Mulheres Indígenas Wayana e Aparaí, reunindo parceiros institucionais e o apoio do Governo do Estado, além do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará, Conselho Estadual de Saúde Indígena (Coesi), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Corpo de Bombeiros e outras instituições que somaram esforços para garantir assistência em saúde às comunidades indígenas do Tumucumaque, reforçando a importância da união entre instituições públicas e lideranças tradicionais para ampliar o acesso aos serviços em regiões de difícil acesso no Amapá.
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