Alunas da Escola Quilombola Estadual Conceição do Maruanum participam de audiência para apresentar projetos à comunidade
As gêmeas Amanda e Helena Seemann criaram iniciativas que reforçam a inclusão e o ensino da matemática.
A comunidade da Escola Quilombola Estadual Conceição do Maruanum, na zona rural de Santana, foi reunida nesta semana para acompanhar uma audiência que apresentou os projetos desenvolvidos pelas estudantes Amanda e Helena Seemann, de 9 anos. Os trabalhos reforçam a inclusão e o ensino da matemática e foram desenvolvidos a partir de atendimentos no Centro de Atividades em Altas Habilidades e Superdotação (Caahs).
O projeto de Amanda, intitulado “Jogo da Agricultura”, consiste em um jogo de tabuleiro que auxilia no ensino da matemática por meio de elementos e referências à agricultura. A proposta é que a ferramenta seja utilizada em escolas rurais para apoiar o ensino de forma lúdica.
“Com situações reais, fica mais fácil aprender. Pretendo ser agricultora quando crescer, então esse já era um interesse meu. Queremos valorizar a cultura local e estimular a criatividade dos alunos”, explicou Amanda.
Já o projeto de Helena, intitulado “A Inclusão não é Brincadeira”, utiliza músicas infantis, jogos e ferramentas para fortalecer a inclusão de crianças com deficiência, incluindo um dicionário de Língua Brasileira de Sinais (Libras) com expressões da cultura quilombola. Para demonstrar o projeto, a aluna cantou marabaixo junto com um grupo da comunidade.
“Queremos que o projeto vá além dos muros da escola e ajude crianças de todo o estado. Quando me mudei para cá, tive dificuldades de socialização no início, e percebi que as pessoas com deficiência da minha sala também passavam por essa dificuldade. Então, esse projeto vem, acima de tudo, para nos unir”, contou Helena.
As gêmeas fazem parte do programa de atendimento aos estudantes do Caahs e são acompanhadas em Macapá semanalmente pela instituição. Os projetos surgiram a partir de observações das próprias estudantes, com orientação da professora Juliana Almeida.
“Este projeto desenvolvido pelas alunas exemplifica o que sempre defendemos na educação quilombola: o aprendizado conectado à realidade das comunidades. Além disso, também permite que as crianças aprendam brincando, o que potencializa a educação”, ressaltou Renata Oliveira, representando a Secretaria de Estado da Educação na ocasião.
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