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EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Governo do Amapá avança na construção da Política Estadual de Educação Especial Inclusiva

Encontro no auditório da Seed reuniu representantes da educação, instituições públicas e sociedade civil para fortalecer diretrizes de inclusão na rede estadual.

Por Marcio Bezerra
14/05/2026 18h50
Encontro apresentou mudanças e estratégias da Política Estadual de Educação Especial Inclusiva, com ações previstas para serem aplicadas ainda em 2026

O Governo do Amapá avançou na construção da Política Estadual de Educação Especial Inclusiva durante encontro realizado nesta quinta-feira, 14, no auditório da Secretaria de Estado da Educação (Seed), em Macapá. A iniciativa reúne representantes da sociedade civil, profissionais da educação, especialistas, centros especializados, conselhos, associações e instituições públicas para fortalecer uma educação mais acessível, equitativa e de qualidade no Estado.

A proposta tem como objetivo garantir o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação, assegurando atendimento educacional especializado, recursos de acessibilidade, serviços e apoios necessários à plena participação no processo educacional.

Construção coletiva para inclusão

A secretária adjunta de Políticas de Educação da Seed, Sandra Casimiro, destacou que o desafio da educação inclusiva vai além do Amapá e envolve todo o país. Segundo ela, o foco da secretaria é estruturar diretrizes capazes de atender às diferentes necessidades dos estudantes.

“Esse desafio ainda é da política nacional, de como garantir a aprendizagem para todos os estudantes, considerando todas as suas diversidades. O Estado do Amapá está organizando diretrizes que envolvem infraestrutura, avaliação, planejamento pedagógico e currículo prioritário, sempre ouvindo professores, estudantes, entidades e centros especializados”, afirmou.

Secretária adjunta de Políticas Educacionais, Sandra Casimiro

Sandra reforçou ainda que a construção da política precisa reconhecer as individualidades dos alunos.

“Cada estudante aprende de uma forma diferente. Garantir essa aprendizagem com equidade exige trazer para o centro da discussão as necessidades de uma escola que realmente atenda essa diversidade”, completou.

Política deve impactar estudantes e famílias

Para o coordenador de Educação Específica da Seed, Emerson Ramos de Souza, a expectativa é que a nova política gere impactos positivos diretos no ambiente escolar e também nas famílias dos estudantes atendidos.

“A gente trabalha com perspectivas positivas. Quando tratamos da população com deficiência, precisamos envolver toda uma cadeia: estudante, profissionais da escola e família. A construção dessa política parte justamente da escuta dessas pessoas, que têm propriedade para falar sobre suas necessidades”, frisou o coordenador.

Coordenador de Educação Específica, Emerson Ramos

Segundo Emerson, a participação ativa da comunidade é essencial para consolidar uma educação acessível e de qualidade.

“A partir desse diálogo, conseguimos construir diretrizes que realmente possam efetivar uma educação inclusiva com acessibilidade para todos”, explicou.

Formação continuada e acessibilidade 

A professora e psicóloga Nelcirema da Silva Pureza Ferreira, gerente do Núcleo de Educação Especial da Seed, ressaltou que várias ações previstas na política já vêm sendo implementadas na prática pela gestão estadual.

Entre os principais avanços, ela citou os programas de formação continuada para servidores e professores da rede pública.

“Desde o momento em que os profissionais ingressam no serviço público, eles já recebem formação para atuar com alunos com deficiência, autismo e outras especificidades. Essa preparação acontece tanto para professores do atendimento especializado quanto para os demais profissionais da educação”, pontuou a gerente.

Gerente do NEES, Nelcirema Farias Ferreira

Ela também destacou o projeto “Caravana de Educação e Laços da Inclusão”, que leva capacitação a municípios, áreas indígenas e escolas da rede estadual, além dos avanços na acessibilidade física em unidades revitalizadas e reconstruídas pelo Governo do Estado.

“As novas escolas já são entregues com acessibilidade garantida, salas de atendimento educacional especializado revitalizadas e suporte adequado para alunos e profissionais”, disse Nelcirema.

Participação da sociedade civil

O representante da Associação de Tradutores e Intérpretes de Libras do Estado do Amapá (Astipap), Edelson dos Santos Melo, destacou a necessidade da participação das entidades e movimentos sociais na elaboração da política pública.

“Não existiria forma melhor de fazer essa construção se não fosse coletivamente. Quando falamos de algo público, precisamos da sociedade civil participando. Esses representantes trazem a voz de pessoas surdas, pessoas com deficiência, cuidadores e profissionais que vivem essa realidade diariamente”, declarou.

Edelson dos Santos Melo, representante da Astipap

Segundo ele, a participação social fortalece a legitimidade da política e amplia a possibilidade de resultados efetivos.

“Trazer esses representantes demonstra que o Governo do Estado pensou de verdade na sociedade. Estamos construindo algo que certamente vai contribuir muito para a educação inclusiva no Amapá”, concluiu.

Ações estruturantes para inclusão

Entre os principais objetivos da Política Estadual de Educação Especial Inclusiva estão:

  • Garantir acessibilidade física, tecnológica e comunicacional;
  • Ampliar o atendimento educacional especializado;
  • Promover a formação continuada de profissionais da educação;
  • Distribuir materiais pedagógicos acessíveis;
  • Fortalecer a participação das famílias;
  • Combater a discriminação e a exclusão;
  • Criar mecanismos de monitoramento e avaliação;
  • Ampliar parcerias interinstitucionais.

A elaboração da política também segue leis e diretrizes nacionais que asseguram o direito à educação inclusiva. Entre elas estão a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

Esses instrumentos orientam a garantia do acesso, da permanência, da participação e da aprendizagem dos estudantes público da Educação Especial, com oferta de recursos de acessibilidade, serviços e apoios necessários no ambiente escolar.

A iniciativa integra o conjunto de políticas públicas do Governo do Amapá voltadas à promoção de uma educação mais inclusiva, humanizada e socialmente justa.

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ÁREA: Educação