Calor e adrenalina marcam instrução de pilotagem tática para alunos do 2º Curso de Operações Policiais Especiais no Amapá
13 militares seguem na jornada para se tornarem ‘Caveiras da Fortaleza’. Nesta terça-feira, 19, o treinamento intenso que incluiu controle do veículo, manobras em zigue-zague, controle de tração nas curvas e frenagem diante de obstáculos.
De longe ecoava uma sirene de viatura. Pneus "cantavam" no asfalto em pleno meio-dia no Residencial Miracema, na Zona Norte de Macapá, durante uma perseguição a um veículo particular. O que poderia facilmente se confundir com uma operação contra criminosos, parte da rotina diária da Segurança Pública do Amapá, na verdade era um treinamento tático da etapa policial do 2º Curso de Operações Policiais Especiais (Copes).
Dos 36 inscritos, somente 13 continuam com o treinamento intenso que leva cada participante ao limite, para se tornarem os próximos "Caveiras da Fortaleza". Realizada pela primeira vez em 17 anos pelo Governo do Estado, a especialização chegou à segunda das quatro etapas que inclui, entre as disciplinas, a instrução de pilotagem tática e manobras evasivas, realizada nesta terça-feira, 19.
"Já passamos pela etapa rústica e de sobrevivência e agora a gente está na etapa policial, que tem um conjunto de disciplinas voltadas para o tiro, questões de balística, abordagem, perícia balística, dentre outros. E a pilotagem tática também com instruções para controle do veículo, tracionado ou não, manobras slalom [zigue-zague], controle de tração nas curvas e frenagem diante de obstáculos", explica o Sargento PM Thiago Nascimento, instrutor do Copes.
O sargento explica que a pilotagem tática e a manobra evasiva dão conhecimentos técnicos para o operador para acompanhamento de situação de crime ou crise, em que pode ser necessário se deslocar de forma muito mais célere e ainda assim manter a segurança.
"A gente tem uma atenção com essa instrução porque o operador tem que se preocupar, além da equipe que está com ele, com os demais usuários da via, que às vezes não têm o mesmo conhecimento. Mas ainda assim, com o aguçar da percepção, para melhorar a técnica de análise do veículo e das condições da via, aí a gente acaba melhorando o aluno e o operador em si", finaliza o instrutor.
2º Copes
O Governo do Estado encerrou uma espera de quase 20 anos com a realização do 2º Curso de Operações Policiais Especiais (Copes). É a primeira vez em 17 anos que os “Caveiras da Fortaleza” são formados no Amapá, aptos a atuar em missões de alta complexidade e risco, como parte do efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.
Como integrantes do efetivo mais especializado da segurança pública e do último recurso empregado pelo Estado para preservação da ordem pública e defesa da sociedade, estes agentes são capacitados em contraterrorismo, resgate de reféns, neutralização de agressores ativos, desarme de explosivos, desarticulação de grupos criminosos, captura de foragidos e patrulhamento em ambiente rural e fluvial.
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