Amapá apresenta experiências da bioeconomia e negócios verdes no segundo dia dos ‘Encontros Amazônicos Pré-COP30’
Produtos sustentáveis com uso de tecnologia e inovação foram tema das discussões que seguem até sexta-feira, 13, com o apoio do Governo do Estado.
Desenvolvimento de produtos sustentáveis com uso de tecnologia e inovação foi um dos pontos das discussões A Bioeconomia e os negócios verdes foram os temas debatidos nesta quinta-feira, 12, nos "Encontros Amazônicos Pré-COP30", que reúne povos tradicionais, extrativistas, quilombolas, sociedade civil e delegações estrangeiras, para discutir as principais questões ambientais, como as mudanças climáticas e os efeitos sobre as comunidades amazônidas. O evento ocorre até sexta-feira, 13, no Museu Sacaca, em parceria com o Governo do Amapá.
Na abordagem desse segundo dia de encontro, representantes de países como França, Colômbia, Suriname e do território da Guiana Francesa, pontuaram a necessidade de aliar inovação e tecnologia para o desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais. Foi enfatizado que o Amapá se destaca no papel de jovens e mulheres que trabalham na terra, no agro e na biodiversidade para gerar negócios e produtos com respeito à natureza.
Representante da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Mara Karipuna“Enquanto povos originários, a gente não só consome, a gente recebe a cura, e está aí o porquê de proteger esse grande planeta, porque para além de nos alimentar e nos dar cura, ele nos fortalece cada vez mais. É de lá que nós tiramos nossa força para lutar e assim como a terra cuida da gente, a gente cuida da terra", ressaltou a representante da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Mara Karipuna.
O debate foi mediado pelo secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Edivan Barros, que propôs uma discussão dinâmica e objetiva, embasada na experiência e atuação dos diferentes agentes envolvidos para a construção de uma alternativa sustentável para a região amazônica.
Secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Edivan Barros“A discussão destacou que é fundamental o investimento em tecnologia, em modelos inovadores, em educação, e ainda em pesquisa e qualificação profissional. É preciso investir principalmente em todos esses componentes juntos para gerar desenvolvimento e conservação na Amazônia”, afirmou Barros.
Foi pontuado ainda a necessidade de políticas públicas que gerem oportunidades de crescimento e possibilitem que líderes e jovens dessas comunidades cheguem às universidades, tenham acesso à formação que agregue valor, ressaltando o papel fundamental do Governo do Amapá, em reconhecer a titularidade das áreas quilombolas e dos povos tradicionais.
Reitor do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Romaro Silva“Nós participamos desse painel ouvindo instituições de ensino, universidades e institutos, pensando de que forma nós podemos contribuir com o avanço tecnológico e científico em todos os espaços. Destacamos que as instituições de ensino estão presentes em todas as macro regiões, fazendo extensão tecnológica, pesquisa aplicada, debatendo socioeconomia e contribuindo para o desenvolvimento local. A nossa expectativa é que a partir desses encontros, nós consigamos fazer uma agenda macro e que possamos em 2025, em Belém, levar essas pautas”, destacou o reitor do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Romaro Silva.
Yuri Bezerra, fundador da Startup Ybyrá Biodesing da Amazônia, que produz móveis de madeira maciça sustentável com matéria-prima 100% certificada, incluindo o Selo Amapá, enfatizou que há muitas alternativas e estratégias que podem ser adotadas para ajudar as comunidades, as indústrias, a economia urbana, e promover o desenvolvimento na Amazônia a partir dos bioativos que há na região.
Fundador da Startup Ybyrá Biodesin, Yuri Bezerra“Com base na inovação, sustentabilidade e consciência socioambiental, a gente trabalha com o reaproveitamento das árvores tombadas de forma natural e resíduos de áreas de manejo florestal sustentável, que sejam certificadas. A madeira da região amazônica tem um lugar especial no mercado, principalmente, a partir da adoção de medidas corretas, legalizada, com respeito às regras de certificação, e essa é a alternativa mais viável para desenvolver e respeitar as populações que vivem nesses espaços. O segmento da sociobioecomia sustentável é o que mais cresce na Amazônia e no mundo”, ressaltou Bezerra.
Nessa perspectiva, o Amapá, estado mais preservado do Brasil, protagoniza um papel importante no cenário mundial, com indicativos ambientais que refletem as políticas públicas adotadas pelo Governo do Estado para conservação e preservação de suas florestas, considerando, prioritariamente, quem vive nelas.
Amapá se destaca no papel de jovens e mulheres que trabalham com a bioeconomiaEncontros Amazônicos Pré-COP30
Com apresentação de painéis e debates, os “Encontros Amazônicos Pré-COP30” têm uma programação toda voltada para ressignificar a Amazônia como potência da natureza, mas também da economia, buscando caminhos para uma transição justa e sustentável na região.
Durante o evento, o público também tem a oportunidade de conhecer a “Feira Sustentável”, uma exposição com artesanatos indígenas e quilombolas, além de expositores com produtos da bioeconomia, itens genuinamente amapaenses certificados com o Selo Amapá. A programação encerra nesta sexta-feira, 13, com momento de interação das delegações, das 9h às 18h.
Além do Governo do Estado, lideram e apoiam o evento o Centro Regional para a Cooperação em Educação Superior na América Latina e Caribe (Creces), Sebrae, Parque Científico e Tecnológico Solimões, Flacso Brasil, Corporación educativa Indoamérica, Red de Escuelas Y Facultades de Arquitectura Latinoamericana, CorpoAmazônia, Universidad Metropolitana, Universidade de São Caetano do Sul, Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (Cirat), FYGP, Comissão Nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (Cnodes), Conselho Nacional dos Direitos Humanos e Norwegian Agency For Exchange Cooperation (Norec).
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