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Governo do Amapá avança no planejamento estratégico do SUS com a realização da 7ª oficina Fortalece SES

Encontro avalia indicadores de 2025 e define estratégias que vão orientar as ações da saúde pública em 2026.

Por Karla Marques
11/02/2026 08h33
A oficina reúne áreas técnicas da Sesa, representantes das unidades hospitalares do interior

O Governo do Amapá realizou a 7ª Oficina do Projeto de Fortalecimento da Gestão Estadual do Sistema Único de Saúde (SUS), uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Proadi-SUS, e com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O encontro dá continuidade ao ciclo de oficinas estratégicas voltadas ao monitoramento, avaliação e aprimoramento dos instrumentos de gestão do SUS no estado.

A oficina reúne áreas técnicas da Sesa e representantes das unidades hospitalares do interior, com o objetivo de fortalecer a gestão em rede e alinhar o planejamento estadual às realidades locais. As atividades acontecem ao longo de dois dias, com debates pela manhã e à tarde, e encerramento no segundo dia, ao meio-dia.

De acordo com a enfermeira Emília Pimentel, mestre em Saúde da Família e Comunidade e coordenadora do monitoramento e avaliação dos instrumentos de gestão do SUS na Sesa, o trabalho desenvolvido ao longo das oficinas tem como foco garantir resultados concretos para a população.

Enfermeira Emília Pimentel, mestre em Saúde da Família e Comunidade e coordenadora do monitoramento e avaliação dos instrumentos de gestão do SUS na Sesa

“Já temos uma parceria consolidada com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz e com o Ministério da Saúde para a construção e aplicabilidade dos instrumentos de gestão no Amapá. Nessas oficinas estratégicas, fortalecemos o que está previsto no planejamento de saúde para os quatro anos de governo, discutindo prioridades da rede de atenção, indicadores, desafios e estratégias para entregar à sociedade uma assistência e uma oferta de serviços de qualidade”, destacou Emília.

Segundo a coordenadora, a 7ª oficina representa uma continuidade do processo iniciado anteriormente. Na 6ª edição, foram identificados seis nós críticos e elaborado um plano de intervenção. Agora, com a participação de novos atores, o grupo revisita todo o percurso já construído e avança para uma nova etapa.

Ao longo do encontro, os participantes analisam o desempenho dos indicadores estratégicos definidos no Plano Estadual de Saúde, com base no monitoramento realizado em 2025. A proposta é avaliar os avanços alcançados, identificar fragilidades ainda existentes e construir, de forma coletiva, estratégias capazes de qualificar a gestão e a oferta de serviços do SUS em todas as regiões do estado.

“Nesta oficina, estamos fazendo um resgate geral do que foi discutido e, a partir dos indicadores monitorados em 2025, vamos construir um plano de trabalho para 2026. Temos resultados já consolidados e outros que precisam avançar. O objetivo é criar estratégias que permitam melhorar esses indicadores no próximo ano”, explicou.

O objetivo é fortalecer a gestão em rede e alinhar o planejamento estadual às realidades locais

Entre os pontos centrais debatidos estão o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e a integração com a atenção especializada, considerada fundamental para organizar o itinerário do paciente dentro da rede. As discussões também se concentram em três redes prioritárias: a Rede Materno Infantil (Rede Alyne), a rede de doenças crônicas e a rede de urgência e emergência.

Outro eixo estratégico abordado é o aprimoramento dos processos de governança, especialmente no diálogo entre a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e as Comissões Intergestores Regionais (CIR), ampliando a participação dos municípios nas decisões e no planejamento regionalizado da saúde.

Para os participantes que atuam diretamente nos serviços do interior, a oficina também se destaca como um espaço de aprendizado e valorização da análise de dados. José Adriano Amaral, que trabalha no faturamento hospitalar do município de Pedra Branca do Amapari, participou pela primeira vez do encontro e ressaltou a importância da iniciativa.

“Esse encontro me ajuda muito a trazer a realidade da nossa unidade para dentro da discussão. Muitas vezes, no interior, a gente apenas alimenta os sistemas com dados, sem perceber a relevância deles. Aqui, pude entender que esses dados podem e devem ser analisados para identificar o que precisa mudar e melhorar. A partir disso, conseguimos promover mudanças reais”, afirmou José Adriano.

José Adriano Amaral, que trabalha no faturamento hospitalar do município de Pedra Branca do Amapari

Fortalecimento da Gestão Estadual do SUS

As oficinas acontecem semestralmente, em dois momentos ao longo do ano, permitindo que a Sesa acompanhe os avanços, identifique gargalos e realize ajustes no planejamento. Ao final do ciclo, que será concluído na 8ª oficina, prevista para abril ou maio, os resultados do trabalho desenvolvido pelo Amapá serão apresentados em Brasília, destacando avanços, oportunidades e boas práticas na gestão estratégica do SUS.

Com o apoio de um grupo permanente de monitoramento e avaliação dos indicadores, a expectativa é que as estratégias definidas na 7ª oficina fortaleçam ainda mais a gestão do SUS no estado e garantam melhorias contínuas na assistência à saúde da população amapaense.

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ÁREA: Saúde